domingo, 20 de dezembro de 2009

Natal

Realmente, o Natal vem a cada ano perdendo o seu significado poético, teológico e divino. Pessoas não teem se importado com a realidade e as implicações desta data tão significativa no calendário da humanidade. Para elas, o Natal se tornou um momento de compras, confraternização e satisfação do ventre. Isto já virou um "frenezee" a cada ano. As lojas, cada vez mais, enxertam na mente das pessoas que este é o momento dos gastos sem culpa, pois o "espírito natalino" exige presente, festa e comida.

A expectativa do Natal não é aguardada como o grande marco da encarnação de Deus, aliás eu nem sei se é aguardada, mas é o tempo para o povo demonstrar em seus prazeres, desconhecimento, ingratidão e rejeição ao verdadeiro propósito do espírito do Natal - salvação da humanidade.

Natal não é somente um símbolo do calendário cristão, mas o plano de Deus para a salvação da humanidade. Torna-se o divisor de águas da história da humanidade. Indica para mim e para você o antes e o pós nascimento de Jesus Cristo. O antes revela o homem num caos, perdição e lei. O pós revela ao homem a restauração, salvação e graça. Natal nada mais é que a expressão da graça de Deus para com a vida do homem. Sua misericórdia chegou ao ponto de tomar lugar neste mundo caido para expressar unicamente o Seu verdadeiro amor para com todos.

Na realidade, o mundo (sociedade dos simpatizantes do natal e dos participantes do Natal, os cristãos) deveria comemorar sim; comemorar de uma forma contrita em seus corações pela a única oportunidade que teem de eternidade com Deus enquanto, o "festejado Jesus do natal" não voltar.

Natal possui a teologia da pureza, da humildade de vida, do desprendimento do material, do amor ao próximo, da simplicidade no viver , do contentamento à volta e da presença de Deus entre nós.

Oposto a isto, o que se percebe é uma natividade de impureza, soberba, agarramento ao material, desamor, luxúria, insatisfação e ausência do divino, mesmos entre cantos comemorativos e a saudação de Feliz Natal! Natal não é símbolo para se apreciar, mas uma realidade do que o nascimento de Jesus veio exigir da vida de cada um de nós.

Se a sociedade simpatizante do natal cada vez mais se inclina a uma obscuridade em suas vidas, pela maneira cética de entendê-lo e aceitá-lo no propósito bíblico, espera-se que pelo menos a sociedade participante do Natal não se deixe contaminar por este espírito antinatalino deste tempo, mas que torne vivo e prático na vida o verdadeiro sentido do Natal de participar em tudo o que Ele expressou na noite conhecida por Natal.

Feliz Natal e Um Novo ano cheio da graça de Deus.
Eduardo e Laís
Thomas e Poliana

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

COMPARTILHANDO DAS MESMAS INTENÇÕES E PALAVRAS

Recentemente recebi via internet a carta que o Bispo Adonias endereçou aos Metodistas do Brasil. Confesso que bateu no meu coração as mesmas intençoes, bem como sei nas de muitos colegas de ministério.
A carta é de um coração preocupado com a saúde do corpo de Cristo, em dias em que as igrejas perderam o caminho da cruz.
Leiam e reflitam em cima das palavras, daqueles que ainda amam e se preocupam com a Igreja de Cristo.


Carta aos Metodistas da 5.ª
São José do Rio Preto, maio/junho 2009

Aos amados e amadas metodistas que estão nas cidades do interior de São Paulo, Sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, Goiás, Brasília, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins, que o maravilhoso amor do Pai, a Graça incomparável do Senhor Jesus Cristo e a poderosa presença do Espírito Santo estejam com todos, todos os dias de suas vidas, extensivo aos familiares quer estejam perto ou longe. Saúdo também aos metodistas da 5ªRE espalhados por outras Regiões e no exterior. Graças sejam multiplicadas a vocês que estão distantes de nosso convívio.
Uma das grandes alegrias de minha vida é lembrar-me de vocês em minhas orações e clamar para que Deus os abençoe, enquanto família cristã que enfrenta desafios de todas as formas. Quero animá-los/as afirmando que o nosso Deus está conosco e nos fortalece em nossa desafiadora vida diária, em nossos lares, trabalho e igreja local. Sei que todos têm enfrentado várias provações e, por vezes, tentações que chegam sem aviso e querendo derrotá-los/as em sua fé e amor para com Deus. Contudo sabemos que o Espírito Santo intercede por vocês junto ao Pai, a fim de que sejam mais do que vencedores/as na sua vida e ministério do corpo de Cristo.
Não deixem de ser seguidores/as de Jesus Cristo, venha o que vier! Que a perseverança de cada um seja notória para com todos os homens e todas as mulheres. Não parem de buscar a face de Deus em oração como tem sido costume de muitos/as e também não se descuidem do estudo sério das Sagradas Escrituras. O/a discípulo/a que não tem vida de consagração tende a fracassar na fé, no amor e no perdão de uns para com os outros, facilmente perdem a esperança em Deus e a consequência é desastrosa para si, para suas famílias e para a comunidade da fé. Como um/a discípulo/a fraco/a pode resistir o dia mal? Como vencer o maligno com todas as suas astutas ciladas? Como discernir os/as falsos/as crentes, se permanecerem longe do Senhor? Minha súplica é para que não somente permaneçam em Deus, e em Sua Palavra, mas que cresçam em Sua presença e nas boas obras como convém aos/às escolhidos/as pelo Pai para uma vida de vitória e triunfo, resultado da grande graça de que dispõe cada um/a em Jesus Cristo.
Tomem cuidado com o que fazem, ouvem e a quem ouvem hoje em dia! Há denominações presentes na mídia, e mesmo em sua cidade, cujos líderes falam em nome de Deus, contudo falam por si mesmos/as e se analisá-los/as profundamente irão perceber que são fracos/as de doutrina bíblica e de profundidade em Jesus Cristo. Muitos/as são arrogantes, pretensiosos/as, gananciosos/as e desejam tirar o máximo de vocês para se manterem no sucesso e na busca da fama. Alguns/as são endeusados/as e vários deles/as não querem contato com o povo, ficam distantes e contratam seguranças humanas para não serem invadidos em sua privacidade. Desejam o que vocês possuem de bens materiais, mas não querem partilhar de suas dores e de suas angústias. Não se iludam, amados irmãos e irmãs! Nos últimos dias surgirão falsos/as apóstolos/as, pastores/as, bispos /as e mestres, falando em nome de Deus, mas o que desejam é encher os seus bolsos de dinheiro e viverem prosperamente à custa do suor e lágrimas de vocês. Não se enganem quando os virem falando bonito, fervorosamente e alguns até fazendo sinais. Contudo, devo lembrá-los/as de que "nem tudo que reluz é ouro" e nem todos/as que dizem "Senhor, Senhor entrarão no reino dos céus". Que o Espírito da graça lhes dê todo discernimento nestes tempos de confusões religiosas e de fragmentação do corpo de Cristo.
Queridos/as e amados/as do Senhor, Deus tem falado em nosso coração quanto à necessidade de trabalharmos de maneira muito forte em prol do Evangelho da Graça, de forma séria, verdadeira, profunda e contundente. Entendemos pelos sinais dos tempos que a superficialidade na vida cristã, a instabilidade na fé e a leviandade de muitos e muitas na Igreja de Deus, têm trazido sérios prejuízos missionários, por isso, atualmente, o avanço do Reino de Deus tem sido secundário na vida de muitos/as discípulos/as. Rogo a todos/as que não permitam que o ativismo religioso tome conta de suas vidas, que não corram de um lado para o outro em busca de bens materiais para si mesmos, pois assim como vieram ao mundo assim retornarão - nus e sem nada. Portanto, priorizem a obra de Deus, e, se Deus os têm abençoado com recursos econômicos, com dons espirituais, não os retenham para si mesmos/as, mas diligentemente, e em amor invistam na obra e façam o melhor para o Senhor, enquanto é dia, pois quando vier a noite não terão mais como fazê-lo. Percebo que muitos/as perderam a paixão e a compaixão pelos/as perdidos/as e por isso não se movem em direção a eles/as para evangelizá-los/as. Isto é pecado diante de Deus! Toda omissão terá peso no dia do tribunal de Cristo! Portanto, amados/as, em amor, preguem, evangelizem e façam discípulos/as a tempo e fora de tempo. Quanto aos/às que ganham muito dinheiro, ficam ricos e fartos de bens, não devem se esquecer de que, se acumularam tudo isto por meios honestos diante do Senhor, devem investir muito mais na obra de Deus que os/as outros/as que pouco conseguiram também com honestidade no trabalho. Rogo-lhes que sejam fieis integralmente nos dízimos e ofertas e se a obra de Deus precisar de mais recursos e você os tiver, não os retenham para si. Deem ao Senhor com alegria e satisfação, pois isto é agradável ao Senhor e a obra de Deus pode ser abençoada muito mais através dos recursos que o próprio Deus colocou em suas mãos para serem usados para a sua própria subsistência e para a manutenção e avanço da obra Dele na terra. Que Deus dê a cada um/a bom entendimento e graça para que a fidelidade seja notória para testemunho entre os irmãos/ãs.
Os/as metodistas receberam um chamado da parte de Deus para espalharem a santidade bíblica por toda a terra.. Creio ser do conhecimento de vocês que esta é uma das grandes doutrinas bíblicas que precisamos viver em nós mesmos/as e transmiti-la a outros/as para a glória de Deus. Como pregar santidade, se não a vivemos? Como viver a santidade se não cremos nela como deveríamos? Como crermos e sermos renovados se abandonamos o estudo da Palavra em nossos lares e em nossas Escolas Dominicais? Clamo a Deus por todos nós para que nossos olhos sejam abertos, nossa disposição renovada e nossa vontade de crescer em Deus e em sua obra fluam dentro de nossos corações como rios de água viva.
Tenho conhecimento de que em nosso meio há quem busque um estilo de vida mundano e profano e, com isso, tem abandonado o testemunho público de nossa fé cristã sadia. Há quem goste de participar de festanças mundanas, regadas a bebidas alcoólicas, dando assim, um péssimo testemunho diante de pessoas que não conhecem a Jesus. Ações como estas têm trazido um enorme prejuízo na missão de Deus. Pessoas que deveriam trabalhar incessantemente no evangelismo e resgate de almas perdidas perdem seu precioso tempo fazendo ações e frequentando lugares que entristecem o coração de Deus. Quantas pessoas se dizem cristãs, mas passam a vida inteira dando mau testemunho. Não somente não conseguem ganhar ninguém para Jesus Cristo, e são usadas pelo diabo para afastar os que são mais fracos/as na fé, dentro das próprias igrejas.
Queridos/as e amados/as do Senhor, nosso testemunho deve ser completo. Nossa santidade deve ser interior para refletir no exterior como bom testemunho tanto para com os de fora e para os de dentro da Igreja. Há irmãos/ãs que coam mosquito e engolem camelo na vida diária de nossas igrejas locais, pois ficam preocupados com o tempo do culto, com tempo do louvor, com o som da bateria na música, com o tempo da pregação do pastor/a, mas na hora de dar testemunho ao mundo, negam a fé e fazem o mesmo que as pessoas sem Deus fazem. Isto não é correto e justo, enquanto povo de Deus. Todos nós devemos zelar do templo, da liturgia, e sermos equilibrados quanto ao tempo, mas também devemos dar forte testemunho de que temos, acima de tudo, um compromisso com Deus e de que nos preocupamos com realidades maiores que estas na vida e missão de nossa Igreja.

Desejaria escrever mais, mas nosso espaço não o permite, contudo se Deus permitir nos encontraremos na próxima edição do IR.
Os irmãos e irmãs da Sede Regional saúdam a cada um de vocês e esperando suas orações a fim de que possam fazer sempre o melhor a favor da vidas de vocês e de suas igrejas locais.

Eu, bispo Adonias, de próprio punho escrevi a vocês e deixo as palavras do nosso irmão Judas: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (Jd 1.25).

Adonias Pereira do Lago
Bispo da 5ª RE

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A BÍBLIA NÃO É UM MANUAL DE MAUS COSTUMES

Recentemente, enviei um e-mail a um nobre colega em Cabo Verde, reagindo aos seus pedidos de oração em relação aos acontecimentos no Hamas quanto a oficialização de casamentos infantis. Um trecho do meu e-mail dizia:

"Estamos em dias difícieis. Por todo lado do mundo recebemos e vemos notícias da proliferação do pecado. A violência tem sido institucionaliza por meio de facções religiosas, por meio de facções marginalizadas e por meio de facções governamentais. Podemos talvez entender o que está ocorrendo. O evangelho deixou de ser pregado e ensinado em sua essência simples. Como membros do Corpo de Cristo, estamos mais preocupados com o status e o dinheiro que podemos adquirir do que com a dissiminação da Verdade. Com a libertação dos cativos. Fazemos violência dentro do próprio Arraial. Por isso, que Saramago (Premio Nobel de Literatura em 98), recentemente comentou que a Bíblia "é um manual de maus costumes. Não concordo com ele, pois ele está longe de entender os princípios da revelação de Deus ao homem, porém concordo que, muitas vezes, somos protagonistas destes maus costumes também no nosso século".

Ao refletir mais sobre a qualificação dada por Saramago "a Bíblia um manual de maus costumes" pensei em conduzir o leque do entendimento para o texto bíblico nunca como um manual (qualquer), menos ainda de "maus costumes", mas como o Manual (único), no relato da transparência da relação homem sem Deus e Deus em busca do homem no universo existente.

Como não poderia deixar de ser, em nenhum momento da revelação bíblica Deus descreve uma utopia da história humana. Ela está marcada, em seu texto, tanto pelo mau comportamento e violência demonstradas nas consequências produzidas pelo pecado do homem no confronto com o Seu Criador; como pela busca dEste na recondução do homem à Sua presença pela eliminação da maldade e violência por meio de Sua infinita graça e misericórdia.

Sem Deus, o pecado sempre irá criar deformações psicossomáticas no homem, produzindo relacionamentos distorcidos no meio mortal e contra o Imortal. Seria patético a Bíblia não registrar Caim o assassino, Abiú e Anadabe os profanos, Davi o adultéro, Balaão o ganancioso, Jezabel a cruel, Ananias e Safira os mentirosos. Camuflaria o pecado,que na realidade nada mais é que a ausência do governo de Deus no coração humano, puramente para satisfazer o senso "ético e crítico" dos produtores de conhecimentos humanos sejam eles filósofos, literários e cientistas.

Que significado teria o Manual falar de um Salvador,já que salvação não teria sentido, exatamente por ser uma ação que livra do estado deplorável e de morte eterna, se o caos não é relatado? Para que finalidade serviu a morte de Cristo na cruz? O Manual nunca teve o escopo de saciar a razão humana, pelo contrário, desafia ir além e entrar no campo da fé. Sempre apontou para os contrastes (mal e bem; trevas e luz; baixo e alto; perdição e salvação, morte e vida), no intuito de destacar o divisor produzido entre o efêmero e o eterno.

Por isso, a metanarrativa bíblica é contestada tanto no campo da fé (milagres, salvação, céu e inferno) pelos existencialistas, como é alvo de críticas dos pós-modernistas, como as que fez Saramago, ao definir o real e vivencial ( maldade, violência e etc) como meramente a decadência dos maus ensinos bíblicos. O que Saramago não entende é que este Manual é a junção do racional, limitado e decaido com o eterno, ilimitado e glorioso no propósito de reconstrução da história humana sem o caos. "Vi um novo céu e uma nova terra..." Ap. 21:1

A pós-modernidade visa a desconstrução. Descaracteriza e busca destruir a verdade. É assim, os pensamentos dos plus-mordenistas (John Hick) que faz da encarnação de Cristo uma metáfora. Criticando a constatação do mal e da violência na narrativa, também rejeita a expiação de Cristo. Abre espaço para a pluralidade. A critica é da sua própria realidade sócio-político-religiosa exposta ao nu nos textos bíblicos.

Está lá! Todos os maus costumes: Adultério, prostituição, mentira, engano, violência, assinatos, roubos, homossexualismo, falsos deuses, para não sair dos mais clássicos, para mostrar que a degradação do homem é real. Não existe isenção desta veracidade: "Porque todos pecaram e destituidos estão da da glória de Deus" Rm 3:23. Como também estão lá todas as bens aventuranças (Mateus 5) e os grandes homens que entenderam que o único meio de se livrar do caos é se render a Cristo.

Ao Manual, cabe o relato verídico da história e a comprovação continua na sucessão histórica de quem é o homem sem Deus e o homem com Deus. Não é um Manual de maus costumes, mas o reflexo de nós mesmos sem Deus.
Cabe então, não sermos protagonistas do caos, mas sim antagonistas dele.

ERSilva

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

EDUCAÇÃO TEOLÓGICA: REFLETINDO SOBRE O SEU VALOR

Em dias de contrastes tão acentuados, onde a religiosidade se tornou o bolsão de interesses pessoais e partidários, me pergunto o que mais surgirá no contexto evangelical brasileiro como batuta a reger os princípios teológicos dos interesses da igreja?

Penso que isto é um assunto vasto a ser explorado em suas matizes num tempo futuro. Por hora, volto-me especificamente para a Educação Teológica levado a crer que o crescimento evangélico a partir dos anos 80 foi exponencial e fator determinante para que um grande número de candidatos seguisse os passos no preparo para o ministério. A pergunta a suscitar neste momento plus-moderno é que tipo de Educação Ministerial a Igreja deseja para a década que se seguirá?

Antes de pontuar as respostas biblicamente, é importante lembrar que a Educação Teológica possui uma amplitude inigualável na vida dos que engajam no ministério. Cabe ressaltar o momento, que tem direcionado a educação teológica a uma réplica da educação secular, combatida tanto por Paulo Freire, e que ganha força nos meios Acadêmicos de Teologia. Traz a proposta da pedagogia de transmissão de conteúdo, de reflexão sem hermenêutica, da retórica sem ética-religiosa, de reduto da descontextualização e de alvo de mercado. Anula o que Jacques Delors desenvolveu e a UNESCO chancelou como os pilares da educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.

Educação teológica tem a ver com a pedagogia do ser. Sua tarefa é trazer à tona os recursos da Palavra de Deus e preparar o educando a estar apto no enfrentamento do mundo, da mentalidade humanista, das inverdades, da ficção religiosa e de tudo que alia contrário a "Lex Dei".

A primeira carta que Paulo escreve a Timóteo, retrata os verdadeiros princípios da preparação teológica. Ela não tem preocupação com o crescimento gráfico (tentação dos dias atuais), mas nítida preocupação em moldar a vida prática do seminarista na jornada pastoral.

Se por um lado,para muitos educadores a alavanca educacional do momento é o marketing, projeção futurística da irrealidade da equipação e do avanço numérico das igrejas, para Paulo sempre foi a projeção da realidadde do agora - "modus faciendi" em prol do "modus vivendi" como didáticas da salvação e da vida de integridade com Deus . O verbo "Mανθάνω"(mantháno), empregado dezesseis vezes em suas cartas,rege muito bem isto - aprendizado prático no dia-a-dia, do comportamento e atitudes próprias do vocacionado.

Nisto, a Igreja espera que a Educação Teológica cumpra uma função - de ao finalizar o seu programa acadêmico, pessoas estejam qualificadas no saber e saber a Palavra de Deus e na aplicabilidade dela na vida pessoal.

Assim, respondendo a pergunta no início desta reflexão, a Igreja espera para a nova década uma Educação Teológica que produza:

Modelos, verso 16, onde a EDUCAÇÃO TEOLÓGICA TEM A RESPONSABILIDADE DE EQUIPAR O VOCACIONADO PARA O MINISTÉRIO (capítulo 1 verso 13);

Santidade, verso 8, onde a EDUCAÇÃO TEOLÓGICA TEM POR PRIORIDADE CONDUZIR O VOCACIONADO AO ESPIRITUAL (capítulo 2 verso 1);

Irrepreensibilidade, verso 2, onde a EDUCAÇÃO TEOLÓGICA TEM POR FINALIDADE QUALIFICAR A VIDA DO VOCACIONADO (capítulo 3 verso 2);

Bom ministro de Cristo, a fim de que se alimente e alimente a outros da palavra de fé e boa doutrina, verso 6, onde a EDUCAÇÃO TEOLÓGICA TEM POR NECESSIDADE DEMONSTRAR A REALIDADE DO MUNDO AO VOCACIONADO (capítulo 4 verso 1);

Ensinadores e recomendadores da Verdade,verso 2b, onde a EDUCAÇÃO TEOLÓGICA NÃO TEM POR INSTÂNCIA ÚLTIMA A RETENÇÃO DA TEORIA PELO VOCACIONADO, MAS A SUA APLICABILIDADE PRÁTICA NO CONTEXTO (capítulo 5 e 6 versos 1 a 10);

Guardadores do mandato imaculado, irrepreensível, até a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,verso 14, onde a EDUCAÇÃO TEOLÓGICA TEM POR PRINCÍPIO IMUTÁVEL O ENSINO TEÓRICO-PRÁTICO DAS VERDADES BÍBLICAS AO VOCACIONADO (capítulo 6 versos 11 a 21)

Portanto,nestas perspectivas bíblicas, a Educação teológica não é somente modernização da didático-pedagógica, mas da preservação incondicional de sua tarefa última: 0 saber de Deus, mas também viver nEle.

ERSilva

terça-feira, 8 de setembro de 2009

43º ANIVERSÃRIO DA IGREJA DO NAZARENO EM NILÓPOLIS: UM NOVO TEMPO

Um novo tempo tem chegado àquele local. Quem pode vislumbrar a tempos atrás a Igreja do Nazareno na rua professor Alfredo Filgueiras e a vê agora, pode concluir que Deus tem seus planos nos momentos certos e na hora certa.
Lembro-me daquele início no subterrâneo na Escola Filgueiras e no terreno aonde se construiu o primeiro templo, lugar onde a turma chegava para bater uma bola e depois para o culto. Tempos de preparo da terra e semeadura, onde se deram homens e mulheres valorosos para a continuidade da propagação do evangelho. Foram dias marcantes e de muita lutas e dedicação. A construção de um novo templo, na década de 70, se fez necessário,à frente o mestre construtor irmão Líbero, façanha na época. Este marco histórico tenho na mente do professor na Escola Filgueiras, do pastor que me levou as águas e do colega que ombrea o ministéiro, Rev Águiar Valvassoura

Mas também, não poderia deixar de lembrar daquele que tem uma cota especial de participação no início da plantação da Igreja e mais tarde numa segunda etapa no fortalecimento da vida daquela geração: Rev. Jaime Kratz. Homem fora de época pela sua visão, firmeza e carinho. Quem não lembra das peças (o Drama de Cristo), os retiros de Araruama, as EBF e a Escola Dominical com o boneco Cícero? Foi o tempo de se notar os primeiros brotos surgindo de uma geração que começava também a sonhar com novas perspectivas para o futuro da igreja.

Mais o final dos anos 80 foi chegando e, agora um novo desafio se fazia presente para uma igreja que começava a chegar a maior idade. A igreja passa por um crescimento dobrando, triplicando, quadruplicando a sua membresia. Seus tentáculos vão além da Baixada e se instaura nas favelas do Rio mostrando sua consistência madura e missionária. Um novo tempo e local marcam a história da Igreja do Nazareno em Nilópolis. Assim, se dá início a construção do Templo que marcará mais uma geração com a mensagem: "Santidade ao Senhor". A este precioso tempo que Deus possa estar concedendo forças e graça no ministério Rev. Pedro Paulo.

Deus tem sido fiel em toda a história da Igreja do Nazareno em Nilópolis que tem demonstrado, ao longo dos seus 43 anos de idade, seu compromisso para com Deus e o seu compromisso para com as almas.
Meus parabéns pelo 43ª aniversário dessa amada Igreja, na qual me sinto honrado em ter nascido, crescido, trabalhado e convivido, sempre ao lado de grandes homens de Deus, fazendo parte desta história.

ERSilva

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

PENSANDO NA GRANDE RESPONSABILIDADE DE SER PAI

Dias difíceis são os dias que vivemos . Vivemos numa alienação educativa que começa no lar, se oficializa na escola. A igreja tenta investir os ensinamentos cristãos na esperança de se corrigir as grandes crateras deixadas na alma de crianças, jovens e adultos que perderam o sentido da vida. Por isso, ser pai é uma responsabilidade educativa não dispensada a ninguém, nem a terceiros, nem a escola e nem a igreja.
Nesta geração, que não só maquina mais aceita o intolerável, possamos no dia-a-dia expressar a oração abaixo e procurar desempenhar nossas responsabilidades educativas com aquele(a) que é a nossa imagem e semelhança – os filhos, a fim de agirmos com o Pai Celeste aje com cada um de nós.

ORAÇÃO DE UM PAI
Ó Pai Celestial faze-me ser um bom pai. Ajuda-me a compreender os meus filhos, a escutar pacientemente o que me querem dizer e a responder suas perguntas com bondade.
Dá-me coragem de confessar meus pecados contra meus filhos e de lhes pedir perdão quando sei que contra eles errei.
Que eu jamais fira a sensibilidade dos meus filhos, rindo dos seus erros ou envergonhando e ridicularizando-os como meio de os punir.
Ajuda-me a não os irritar com minhas rabugices e ensina-me quando eu tenho de me calar. Faze-me cego aos pequenos erros dos meus filhos e ajuda-me a ver as coisas boas que eles fazem. Dá-me sempre a palavra apropriada para um louvor sincero.
Ó Pai do Céu ajuda a tratar os meus filhos de acordo com a sua idade, não esperando um comportamento de adulto sendo eles jovens ou crianças. Ajuda-me a não lhes roubar a oportunidade de pensar, escolher e fazer suas próprias decisões embora eu esteja sempre ao lado para os guiar.
Ó Deus, que eu jamais venha a punir meus filhos para minha satisfação egoísta ou como meio de me libertar das minhas frustrações. Que eu possa satisfazer seus desejos legítimos, mas também tenha a coragem de cortar um privilégio que eu saiba que os vá prejudicar.
Ó Deus, faze-me um pai justo e honesto, considerado e genuíno de modo a eles sempre terem confiança em mim. Ajuda-me a que eu seja amado, respeitado e imitado por meus filhos, dando-me calma, auto-controle, dignidade e fé genuína.
Amém! (Autor desconhecido)

ERSilva

domingo, 2 de agosto de 2009

REMOVENDO AS PEDRAS DO SÉCULO XXI

Lucas 24:1-12 é um daqueles textos que normalmente se faz uso somente para as mensagens do período da Páscoa. Carrega o selo de confirmação de tudo o que havia predito a respeito do Salvador do mundo: à providência miraculosa de Deus quanto a (encarnação, morte e ressurreição, a solução para o problema do pecado e da morte e a nova etapa na religiosidade humana.
Do texto, pode observar mais do que eventos históricos relevantes ao cristianismo. Ele (o texto) desenvolve em suas linhas, o movimento que cognominei de “movimento dos obstáculos” e que se levantam no transcurso da história da igreja.

XX séculos se passaram e mais do que nunca nos vemos diante das barreiras que assolaram os personagens da história da ressurreição. O tempo tem se encarregado de redirecionar o foco da verdade, onde a Igreja como corpo e o cristão como membro devem estar alertas a não se sentirem inclinados a trilharem. Em dias atuais, a igreja tem sido assolada pelo “movimento dos obstáculos”, Lucas textualiza suas bases da seguinte forma:

Uma busca naquilo que não existe vida –v-5

Sempre o foco de toda a existência da igreja girou na centralidade da ressurreição. Sem ressurreição não há cristianismo, o perdão inexiste, os milagres são mitos, a santidade é esforço e a salvação é utópica.. A indicação que a convergência da verdadeira religião, tarefa de busca do homem a Deus, somente se encontra nAquele que é vivo – Cristo Jesus demonstra que qualquer meio que não seja a Sua pessoa se torna simplesmente uma mal cheirosa atividade religiosa.
Infelizmente,a busca do Vivo tem sido onde não há vida. A questão não se torna somente um alerta ao mundão, mas a própria igreja.

O contexto globalizado tem gerado “cristãos” em cima da mescla do tudo permitido (da ministração religiosa liberal à enganosa estratégia administrativa) tudo em nome de Jesus. Não há preocupação com o caminho, o que importa é o final, ainda que vá de encontro as verdades bíblicas, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” vociferada por Jesus, vulnerabilizando os alicerces que solidificam a estrutura da igreja
A busca por qualquer fórmula, que dê uma mãozinha para Deus, no túmulo das atividades morta (νεκρῶν), tem tornado a liturgia, a teologia e a prática de vida da igreja do presente século numa constante atividade necrosada. Pode-se entender porque tais práticas são tão devastadoras em seu meio. νεκρῶν pode ser traduzido por morto (estado sem vida), mas também pode significar inefetivo (neologismo aqui) – impotente para responder. Aquilo que não é de Deus e onde Ele não está, qualquer fórmula se torna inefetiva para uma resposta da vida espiritual sadia. O que muitos dentro da igreja precisam entender, principalmente no momento histórico em que vivemos, é que a cosmovisão também deve ser convertida, se não é, continuará aliada as velhas práticas do mundo e tal ação é morta.

Uma verdade rejeitada –v-6-7

Outra coisa preocupante, que se deve esta alerta é quanto saber se a “verdade” é a verdade. Parece um paradoxo, mais não é!. O que tem ocorrido no meio da Igreja do século XXI não é só à distorção do texto (uma questão hermenêutica), mas uma interpolação do que o texto não diz (ir além do que está relatado). Penso que por isso, a expressão no verso 6 “...lembrai-vos” (μνήσθητε) no aoristo passivo, guardar na mente a atenção e considerações, é um chamar a atenção de nossa responsabilidade com os princípios do texto bíblico.
Os adereços que se constam na teologia não são de hoje. A busca por uma teologia facilitaria cai no gosto de muita gente É fácil verificar isto na história da igreja. O processo já começa no primeiro concílio apostólico narrado em Atos 15, avança para o concílio de Nícéia na questão de Ário, segue com várias interpolações na teologia até a Reforma, dá continuidade aos absurdos da distorção textual no apoio do concílio de Trento à salvação sem a exclusividade da justificação pela fé, prossegue com o surgimento do método histórico-crítico no final do século XVII e eleva o leitor a condição de autor e entra no pós-moderno numa verdadeira abstinência do labutare (Ser homem de oração, jejuar e aguardar a iluminação do Espírito). A opção pela teologia da não verdade conduziu a rejeição da teologia bíblica, se tornando o arcabouço dos interesses de homens para fomentar seus caprichos dentro e fora do ministério.

A II carta de João traz a nota preocupante no verso 9, que gostaria de inserir aqui para dar continuidade ao raciocínio. Quando João diz “Todo aquele que prevarica e não persevera a doutrina de Cristo não tem a Deus....” Prevaricar tem seu sentido no original ultrapassar, ir além (προάγων), verbo no particípio presente. Ignorar os limites da ortodoxia é avançar para as inverdades e consecutivamente para práticas que não condizem com o cristianismo bíblico, apostólico e histórico e que fatalmente tem como sentença a nítida rejeição de Deus (“... não tem Deus..”) sobre tais práticas dentro da igreja.

Por isso, somos testemunha de um momento da história da igreja que da ortodoxia à neo-ortoxodia, estamos presenciando o liberalismo religioso com toda força de expressão e; não venha dizer os mais espirituais que isto é somente acontecimentos para algumas denominações.
A igreja precisa discernir as pedras que se põem em seu caminho e saber fazer neste contexto a apologia com as verdades bíblicas. Ela só existirá aqui com o papel de militante e co-existirá na eternidade com o papel de triunfante se derem início a uma nova reforma nas inverdades que se instauraram dentro de suas cercanias e que a tem costurado à sua roupagem a depravação moral quando comparada ao guarda-roupa da igreja em Atos 2.

Uma ceticismo substituinte da fé –v-11

Infelizmente o ceticismo tem sido a bandeira que muitos têm levantado, não somente no mundo secular, mas também dentro da igreja. A pergunta que se suscita é como isto pode ser num momento crucial da história, onde o povo carece mais ter fé nas Sagradas Escrituras?
A grande realidade é que fé não é somente uma questão de crença. Tiago já havia sinalizado para a igreja quanto esta questão em sua carta 2:19 ao se referir que crença é também uma atividade inerente ao diabo.

Fé é um desprendimento da alma em aceitar tudo o que o Senhor deixou em Sua Palavra e nisto trazer à própria vida de Cristo para a nossa vida. Em outras palavras, fé é reconhecer a fidelidade de Deus para conosco (pensamento hebraico de Habacuque e de Paulo)

O termo usado por Lucas, λῆρος no verso 11 (delírio, prosa inacreditável, um senso não puro), me parece muito peculiar aos nossos dias no meio do povo “cristão”. Existe mais uma tendência a fé (puramente crença) que aceita a narrativa bíblica com restrições e anula a repetição dos fatos históricos dos milagres, ou mais especificamente do poder de Deus, na vida da igreja pós-moderna.
O caso específico da notícia da ressurreição de Jesus Cristo levou alguns apóstolos a credibilizar o fato como loucura. O ceticismo gera nulidade na vida espiritual na igreja porque o improvável realmente se torna improvável para os que nele se apóiam e nisto se nota a clara rejeição do poder de Deus e o estabelecimento da descrença humana. É tempo mais do que nunca, de um fortalecimento da fé nos eventos históricos miraculosos da Palavra e de vê-los atuante na vida de cada membro integrante do corpo de Cristo em processo repetitivo na história da pós-modernidade, a fim de que a igreja continue a exercer o papel sobrenatural em meio a tanta naturalidade e descrença. Somente uma nota a lembrar a igreja “Pela fé Estais de pé” (II Co. 1:24).

Portanto, em tempos tão ruidosos carece o povo de Deus estar embriagados de Sua Palavra. O conhecer e aplicar a Palavra precisam ser a realidade de vida do cristão como agente no mundo e do pastor como condutor da igreja. Se não, fatalmente seremos alvos também do “movimento dos obstáculos”que nos inclinarão a busca do morto, ir além da verdade e depreciar a fé.

sexta-feira, 6 de março de 2009

A SANTIDADE: A DIMENSÃO PAULINA DA VIDA DA IGREJA NO ESPÍRITO DE DEUS.
Devocional

Texto: Romanos:8:1-17; 38-39

A SANTIDADE CONDUZ A UM SÓ CAMINHO – v- 5

Vida no Espírito

Para Paulo a vida de santidade não existe em dois paralelos. Ela ocorre somente quando o homem se inclina para as coisas do Espírito Santo de Deus.
Mas por que o Espírito? Porque é a decisão eterna. É buscar tudo aquilo que agrada a Deus e aqui devemos fazer uma reflexão do que agrada e do que não agrada a Deus em nossas vidas. É uma questão de participação do SIM e do NÃO de Cristo.
Em tempo de pós-modernidade, o cristão deve saber discernir se suas decisões conduzem a busca daquilo que preenche sua alma (coisas do Espírito)

SEM SANTIDADE, A AÇÃO DIVINA É CONDENATÓRIA –v-6, 7 e 8

Não agrada a Deus
É inimizade para com Deus
È morte

A opção de viver segundo a carne (ausência de sentido) conduz o homem a estar sob ação condenatória. Sentido é o que poderíamos dizer como fundamentos da vida (Zoe) estabelecidos por Deus ao homem.
Por isso que “ausência de sentido” é o pecado atuante na vida do homem como antítese de tudo o que Deus estipulou com tese ou seja, uma vida de santidade.

POR SANTIDADE, SOMOS ELEITOS EM DEUS – v- 13 -17

Filhos de Deus
Herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo

Não pode existir as condições acima na vida do crente sem que a santidade se faça ativa em sua vida. Ser filho de Deus significa o privilégio de identificar a Cristo como o Filho de Deus.
Este aspecto de identidade demonstra que não vivo mais debaixo de uma escravidão ( espírito de escravidão), mas debaixo de uma liberdade (espírito de adoção).
Não vivo debaixo dos temores, vazios e pressões, mas agora de um suprimento total de todas as necessidades que carecem um filho de seu papai. (por isso usa o termo Abba e não Abbi).
Consequentemente também somos introduzidos como herdeiros e co-herdeiros das maravilhosas riquezas de Deus e Cristo Jesus como projeção desta vida de eleição.

EM SANTIDADE, SOMOS INSEPARÁVEIS DE DEUS. –v-37-39

Nem morte –Vida –Anjos – Principados –Potestades -Presente -Porvir-Altura -Profundidade -Ou qualquer outra criatura

A vida de santidade nos faz inseparáveis da presença de Deus. O pensamento aqui é que não existe nada que possa romper esta segurança interior que é o testemunho do Espírito em nós da nova vida em Cristo.
A relação declinada por Paulo, nos faz ver que as forças que se opõe contra o cristão, e que são tanto naturais como sobrenaturais, são situações que iremos enfrentar no caminho Na realidade nada nos poderá separar de Deus se a vida reside em total santidade. Por isso no verso 37 ele antecede em dizer que somos mais do que vencedores (ou super-conquistadores – hupernikõmen no original).

Conclusão: O texto de Romanos nos ensina os alicerces teológicos da santidade e o conseqüente desdobramento na vida espiritual do cristão.
Sem ela (santidade) podemos concluir que a vida (Zõe) é uma impossibilidade, tanto a atuação de Deus em nós como a libertação sobre o pecado se tornam uma utopia na vida cristã.

Eduardo R. da Silva
Pastor I. do Nazareno