sábado, 27 de abril de 2013

AS PALAVRAS E PRÁTICAS - o evangelho de Jesus

Durante o ano de 2012 refleti muito sobre o real sentido do evangelho vivido por Jesus e seus apóstolos. Ao percorrer o texto notei que existe um grande abismo entre o evangelho prático do primeiro século e o evangelho prático do século XXI. O evangelho (boas novas) não era somente uma anunciação de algo muito importante ocorrido. Aliás, o nsscimento do filho do Imperador, algo marcante na continuidade da linhagem, era tido como evangelion (boas novas). O evangelho relatado nos textos bíblicos anuncia o Cristo além de um fato histórico, anuncia a Sua real sintonia com o viver o que prega. Assim, carece entender o caráter duplo do real do valor do significado do evangelho: palavras e práticas são indissociáveis nos evagelhos de Jesus. Numa primeira verificação, as palavras de Jesus sempre foram palavras inefáveis, ou seja, palavras de profundidade e sabedoria. As palavras do Mestre nunca tiveram uma conotação de vulgaridade relacional do ser com Deus. Ao contrário, elas buscavam conduzir o homem a pensar seriamente como deveria ser sua existência aqui na terra com o seu Criador e como haveria de ser a sua existência na eternidade sem Ele. Em ambas, uma verdade uma verdade deve ser registrada: a vida terrena possui repercussão na vida eterna. Em nenhum momento as palavras de Jesus se tornaram um incentivo a busca de auto-ajuda, a conquista do triunfal, fé sem compromisso, reino sem Senhor, santidade sem separação, evangelho sem vida e caminho sem cruz. Elas buscavam conduzir a conscientização pelo desinteresse em mudanças, da apatia moral, do descompromisso com a verdade e da manipulação do sagrado. Uma vez Jesus disse: "...minha palavra não entra em vós" - Jo 8:37 dando a enter seus ouvintes que não existia uma atenção devida aos princípios da aceitabilidade das verdades proferidas por Ele no coração do homem. Um pouco antes vociferou: conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" - Jo 8:32. O interessante, que o evangelho do século XXI é categorizado pela fuga da Palavra da verdade na vida da igreja. Além das distorções teológicas que se firmam, as palavras de Jesus se tornaram fontes de apoio para a vida de espiritualidade fragilizada, deficiente e sem transformação da mente e coração. Há uma carência de absorver Suas palavras (doutrinas e ensinamentos) como alvos de profunda análise e meditação para o fortalecimento da vida cristã, onde o momento histórico da humanidade indica cada vez mais a proximidade de um retorno de Cristo. Vida cristã é a vida transformada. É vida que se vive identificada com Cristo nas palavras do Primogênito da ressurreição e que tem como alvo o livramento de uma eternidade sem Ele. A segunda vertente, é que o evangelho se tornou, para o homem no século XXI, somente fatos históricos que ocorreram no século primeiro. Nascimento, morte e ressurreição do "velho homem" não carecem ter seu cunho efetivo de transformação na na vida conduzida pelo pecado. O evangelho histórico não produz consecutivamente os que se identificam com a mulher samaritana (Jo 4:1-26) que reconhece suas obras em oposição as palavras de Jesus e resolve, em um dado momento, vinculá-las a sua realidade; porém produz os que se idenfiticam com o jovem rico (Mt 19:21) que dá preferência as práticas desalinhadas com as palavras de Jesus. A diferença entre ambos é que um aplica o evangelho da graça, o outro se contenta com o evangelho histórico. Um dos temas mais relevante na produção escrita no momento atual fala sobre o evangelho da graça. que é uma forma mais teológica de dizer atos de misericórdia, ou prática da verdade, ou ainda, testemunho das Palavras de Jesus. Autores como Philip Yancey,Eugene Peterson, João Panazzolo, Brennan Manning e etc. chegaram a um concenso geral que neste século o evangelho da graça tem se distanciando das palavras e práticas de Jesus. O envergamento deste possivel distanciamento, levou Paulo a vociferar "...não vos conformeis com este século, mas transformai a vossa mente..." - Rom 12:2. dirigindo-se aos irmãos em Roma. Por fim, anular o evangelho prático abre espaço para o não respeitar; o não valorizar, o não amar, o não exercer misericordia, o não praticar os mandamentos e o não entender a plena dinâmica do "Pai Nosso" em suas verdadeiras implicativas aos cooperadores do reino. Emaús foi o caminho escolhido por alguns discipulos que optaram em abandonar o aprendizado prático do evangelho histórico e redirecionaram a viver unicamente da história do evangelho. Oxalá, se as práticas do evangelho histórico fosse melhor compreendidas a ponto de dizer: "que a palavra de Cristo habite em vós..." Col 3:16