sábado, 25 de dezembro de 2010

O CHAMADO ESCRITURÍSTICO

Nestes últimos dias da primeira década do século XXI, desejaria compartilhar por escrito algo sobre o Chamado. Como este negócio virou banalização e desconhecimento do teor escriturístico, esboço aqui algumas posições paulinas.

Deus tem neste tempo Chamado seus escolhidos para dar continuidade a tarefa de conduzir Sua Igreja na Terra. O momento não é singular, fácil e tranquilo. Ao contrário é múltiplo, difícil e conturbado. Uma nova geração tem se estabelecido nestes tempos ruidosos e com isto uma nova filosofia de ministério tem brotado no meio evangélico. O mundo, mais do que nunca, carece de respostas sobre a direção eterna, já que o impacto gigantesco em suas mentes com a banalização do espiritual os tem conduzido cada vez mais a questionar quem são os que vem em nome do Senhor.

Paulo em sua última carta a Timóteo rabisca suas últimas palavras e com elas os princípios sobre este particular - o chamado na vida dos escolhidos de Deus ao santo ministério. Não há nestes escritos orientações sobre as estruturas políticas denominacionais, nem um plano de objetivos estatísticos, nem um dossiê de tarefas sacerdotais e muito menos alusão a valores do estético, intelecto e carisma. Simplesmente expõe as exigências divinas imutáveis de Deus para todos os que recebem a missão no Seu serviço. Paulo olha a santa eleição com qualificações que se esperam na vida do pastor.

Chamado exige uma consciência pura (Cap 1:3. Engessamento da consciência é um alerta, já que facilmente ocorre no transcurso do ministério tal deslize. Em dias atuais, tal procedimento, é modelado pelas desculpas de atitudes dissociadas da responsabilidade imperante na Palavra. Consciência pura é aquilo que se encontra inerente em si - sintonia com Deus e com o próximo:"faço memória de ti em minhas orações -v-3b; lembro-me de tuas lágrimas e trago á memória a fé não fingida -v-5a.

O momento atual deve-se ressaltar tais assertivas na vida do pastor deste século. O pastor deve possuir a marca de oração, solidariedade e veracidade do seu comprometimento com Cristo e com o próximo. Mas a grande realidade é que tais princípios não parecem muito relevantes para o momento atual para o desempenho do serviço do Reino. Note que falei no serviço do Reino e nele não há espaço de se abrir mão destas preciosas exigências. Alertar os pastores a oração, por exemplo (na mensagem dos Superintendentes Gerais da Igreja do Nazareno), é reativar a mente a permanecer com a consciência pura no que tange a sustentabilidade espiritual. Chamado exige consciência pura, a fim de dar suporte as outras exigências que se seguirão na exposição paulina.

Um segundo momento é que Chamado implica em sofrimento. “Sofre pois comigo as aflições, como um bom soldado de Cristo” Cap 2:3. O sofrimento aqui não é uma vida de dor dos auto-flagelos da consciência ou do clausto egoísta da fuga; mas vales de aperfeiçoamento e formação do caráter erpiritual.

Uma boa parte de nossa vida no serviço de Deus será confrontada com oposições, difamações, incompreenções e abandonos por aqueles que estão bem perto de nós. Os sofrimentos na vida de Davi foram expressos em suas súplicas, dor, clamor e ações de graça em boa parte do Salmos, deixando um verdadeiro legado do coração Chamado por Deus. Porém, este tempo parece contradizer isto. A priorização do “eu” e do não “tu” em oposição a “.... tudo sofro por amor dos escolhidos” –v-10, ... tenho grande tristeza e continua dor no meu coração” – Rm 9:2 tem grande força ao contradizer as verdades das Sagradas Escrituras. Não está preparado aqui implica em dificuldades para o próximo quisito.

Um terceiro momento, revelado é que Chamado requer visão do contexto - Cap 3:1b. O contexto é o teatro de operações da igreja. Distante das realidades da época dos apóstolos, o mundo que vivemos é mal em todos os sentidos, o qual cumprem-se nas palavras paulinas quando diz: “...sobrevirão tempos trabalhosos” v-1 Mas por quê trabalhosos? Porque estes serão, se já não são, a realidade dos últimos tempos onde o Chamado deverá se mostrar eficaz convincente e imaculado.

Estamos interpolados numa sociedade cada vez mais adversa a Deus, onde temos que marcar posições cada vez mais definidas e não se deixar conduzir por aqueles que “...nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” –v-7b e que deixa a nítida impressão de uma decisão definitiva em se aliar ao pecado, sem saber das consequências eternas que ele produz. O contexto será sempre a realidade pastoral ou para se ir de encontro (se opondo as inverdades e o pecado) ou ao encontro (amando o povo e conduzindo a salvação). Este requer um quisito de sabedoria.

Chamado obriga a pregar a Palavra - Cap 4:2a. Nunca vi púlpitos tão superficialistas como nos dias de hoje. Uma pobreza generalizada quanto a exposição da mensagem se desencadeou em boa parte das igrejas evangélicas. Existe hoje mais a preocupação na destreza das construções, do poder e da mercantilização, nada que nos leve a ligar este fatos com a Reforma, do que a priorização da salvação da alma e da mudança de vida. A hermenêutica foi crucificada em resposta ao grande número dos que buscam milagres e a vida desconpromissada com Deus, ao passo que deveria ressuscitar as verdades bíblicas a fim de combater a falsa mensagem egocentrista e elevar a cristocêntrica.

Penso no que Paulo diz:” ...pregues a palavra...” –v-2a. Pregar a Palavra não é pregar o que se deduz, o que se acha, o que se quer. Menos ainda, inferir no texto alegorias e inverdades, a fim de alimentar a inanição espiritual do povo pela capacidade retórica, persuasiva e criativa nas amálgamas teológicas que reluz a cor do liberalismo, untadas pela teologia do amor divino e amparada na teologia da justiça divina sem impunidade. Estes teem sido os métodos que uma orda de cristãos aprendem a degerir a não verdade, mas as ideologias humanas que fazem “....presa sua, por meio de filosofias....” Col. 2:8a, se inclinam de bom grado a grandes mágicos, mentirosos e usurpadores e "amontoam para si doutores conforme suas concupisciências..” Cap 4:3b.

Pregar a Palavra é um compromisso que cada pastor tem com as verdades de Deus. Pregar bem a Palavra é estar "aprovado diante de Deus, não se envergonhar dela e manejá-la verdadeiramente – 2:15. Portanto, o Chamado tem implicações não somente diante das exigências humanas, mas implicações com você mesmo, com o próximo e com a verdade divina diante de Quem o Chamou.

domingo, 24 de outubro de 2010

A REFORMA DO SÉCULO XXI: pensando no pecado da sociedade e da igreja

O apocalipse parece não se encontrar muito longe de nós. A visão do apóstolo João na ilha de Patmos tem se tornado cada vez mais uma realidade de nossos dias ou pelo menos estampa seus primeiros contornos. A protagonização do mal, pelo homem, vai se cumprindo gradativamente nos scriptes dos autores no Novo Testamnento. O cenário é decadente! O pecado representa o personagem a ser encenado pelos atores desse espetáculo e que a livre escolha do papel representado acarretará em rota de colisão, no ato final, com o juizo de Deus. O pano-de-fundo aqui é somente uma pequena fagulha do caos que estamos vivendo no presente momento, então, duas inquietações desejo compartilhar:

Primeiro, a pobreza espiritual predominante no país, monta a cena apocaliptica. As camadas da sociedade têm sido atingidas pela avalanche das inverdades no governo , o pecado avança a passos largos para uma legalidade oficial, as ideologias "neos" ressurgem como identidade de grupo, a criminalidade ganha a impunidade como símbolo. O quadro é extenso e extremamente preocupante.

Preocupante, porque não são os excluidos da sociedade (moradores de rua, favelados, dos dependentes químicos e etc), que protagonizam a reputação negativa do caos que se instaura atualmente neste país, pelo contrário, eles são produtos da causa maior. Na grande realidade os "inclusos" da sociedade, mídia e governantes, se tornaram os grandes protagonistas desta situação. Dúvidas não tenho, que a negligência espiritual é a causa que delinea os contornos sócio-político-religioso nas cores da sodomia, idolatria e feitiçaria que se estapam claramente na pedófilia, homossexualismo, aborto, violência, satanismo como bandeiras de "liberdade ao pecado" e rejeição a Deus. Os papéis se inverteram e os que deviam ser opostos aos padrões da decadência ética-mora-espiritual, se tornaram, pela imprudência, ganância e rejeição da fonte suprema de vida (Deus) aliados declarados dela.

Um segundo pensamento, é uma inquietação com minha genética cristã. A grande realidade é que a pobreza espiritual também reina, infelizmente, no meio do chamado mundo protestante. Existe um engessamento quanto a leitura do evangelho da graça. Ele parece não mais ser útil para trazer liberdade ao homem em pecado e conduzi-lo num profundo rompimento com o mundo (Rm 12:1-2) e um perene relacionamento com Deus (Gal 5:16). Nitidamente expõe a amálgama teológica de uma salvação que brilha com a cor do liberalismo tendo na teolgia do amor divino sua aprovação e na teologia da justiça divina sua impunidade. Além disso, o rearranjo da hermenêutica bíblica, adotado por muitos pastores e cristãos, objetiva imunizar as questões éticas-esprituais que lhe possam ser adversas e respaldá-los no seu evangelho anátema. Infelizmente, a tentação possui grande incidência queda e conduzem uma geração de pastores e cristãos a fundamentar o erro da "espiritualidade" vazia.

Também a voz profética da igreja neste mundo de caos, precisa ser mais atuante. Rejeito aqui a calmaria que a igreja atual vive. Advogo a união dos cristãos sob a êgide da Igreja sem mácula e sem ruga em Cristo Jesus, das reflexões à luz da Bíblia no cotidiano da vida, da pregação expositiva com ênfase no pecado e santificação, da voz profética sob à direção do Espírito Santo. A igreja protestante brasileira carece materializar mais suas decisões contra o pecado e seu envolvimento ativo no sofrimento humano e deixar de ser menos holográfica. Também carece romper com o "evangelho místico-society-sem graça" reinante em nossas denominações, com a escola sacerdotal de Abiú e Nadabe detentora das cadeiras de empreendedores, executivos e profissionais da fé. Não adianta o "PROTESTAMOS" nas faixas, panfletos e etc, aludindo a comemoração da Reforma nestes dias, se isto é somente verbalização e não a luta contra o pecado no meio protestante que deveria ser reformado nos moldes da Reforma de forma reflexiva, contrita e arrependida. Se não, simplesmente sobrevivemos da história passada sem fazer história futura. Somos comemorativos e não atuantes nesta geração.

Portanto, a degeneração espiritual moldurada em (Ef. 3:1-5)) e a anulação efetiva do poder de Deus na vida dos homens é o que se presencia. Não poderia deixar de ser catastróficos tanto no terreno como no eterno, tais consequências. O claustro nunca foi a saida da igreja para se isolar do pecado. A história já registra isto. O mundanismo pós-moderno também não é o alibi para o isolamento nos "mosteiros" pomposos deste século. Alías estes se tornaram cultivadores da ineficácia da Palavra, da mercantilidade da salvação, dos postos diferenciáveis do poder do clero, da diversificação teologia do consumo, da irmandade descartável e do descomprometimento com a ética. Conclusão disto? Distanciamento de Deus. Caminho tomado não somente pela sociedade atual como também pelas igrejas protestantes neste tempo.

A mensagem de Jesus não deixou de ser profética contra a articulação do poder humano como substitutivo das verdades divinas. Rever o papel de ser condutora da graça exercendo graça e esperança de salvação em meio a perdição será sempre a missão da Igreja na história da humanidade, porém, a Igreja deve ser transformada primeiro, a fim de conduzir o processo de transformação onde ela se encontra.

No Senhor
ERSilva

domingo, 12 de setembro de 2010

UMA CELEBRAÇÃO DIGNA DE 44 ANOS

A Igreja do Nazareno em Nilópolis completou neste dia 7 de setembro mais um ano de existência. A comemoração de seu 44º aniversário foi seguida do culto de consagração do novo templo, onde o Rev Pedro Paulo F. Matos, pastor da Igreja por mais de 21 anos tem conduzido o rebanho do Senhor Jesus Cristo.
Não posso deixar de reportar a pequena igreja que teve início no subterrâneo do Colégio Filgueiras. Pude acompanhar de perto o seu nascimento, crescimento e maturidade, pois nasci, cresci e iniciei o ministério nesta Igreja. Em dias, que não são muito comum seriedade e compromisso com o evangelho, presenciamos estes cuidados através da liderença e de seus membros no crescimento do povo e nos desafios conquistados e honrados por Deus naquele local.

Em mensagem proferida pelo do Dr. Lázaro Aguiar Valvassoura em Zacaraias 4:10 "Porque quem despreza o dia das coisas pequenas?", não poderia deixar de ressaltar as origens de onde viemos (povo simples, localidade geográfica difícil e muitas barreiras a serem superadas). Aliás, este foi o foco da mensagem. O momento do agora não deixa de ter sua magnitude, mas o "dia das coisas pequenas", e aqui me permito destacar a simplicidade, cooperatividade, luta e a fé dos primeiros irmãos que tornaram possível a consumação de um novo tempo germinado naquele dia 7 de setembro.

Dignificamos ao Senhor Jesus Cristo por tudo o que tem feito no meio da Igreja do Nazareno em Nilópolis e, mais do que nunca, tomemos posse desse novo momento, a fim de firmamos mais do que nunca, as convicções do evangelho neo-testamentário para as novas gerações.

Ressalto as presenças do Superintendente Geral Dr. Stan A. Toler; Diretor Regional para América do Sul, Dr. Christian Sarmiento; Diretor da Sub-região Brasil, Dr. Lázaro Águiar Valvassoura; Missionários no Brasil por mais 30 anos, Rev. Stevan e Brenda Heap; Pastor da Igreja do Nazareno em Mesquita, Rev. Amadeu Teixeira, Missionários no Brasil por mais de 30 anos, Dr. Robert e Francis Collins; Superintendente do Distrito Paulista, Rev. Fernando César Oliveira; Vice-superintendente do Distrito São Paulo, Rev. Anips e Ana Spina; Superintendente do Distrito de Oklahoma (USA), Dr. Jim G. Cooper; Superintendente do Distrito Capixaba, Rev. Severino J. Quirino; Pastor da Igreja do Nazareno em Santa Bárbara d'Oest; Rev. Ramon C. Santos e o Vice-reitor do STNB, Dr. Eduardo R. da Silva.

Na fé e graça que sempre nos sustentarão

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O PAI NOSSO - NOSSA RESPONSABILIDADE TAMBÉM

Jesus nos ensinou uma das mais belas orações citada em Mateus 6:9-13. Marco da devoção de todo cristão, apresenta uma síntese de: adoração, confissão, petição, intercessão e ações de graça.

O que me chama atenção são os que chamo de máximas de responsabilidade de Deus inseridas do início ao fim desta oração ( Pai...Perdoa ... teu é o reino... etc) mas que não isenta de responsabilidade o compromisso de minha parte, ainda que não esteja lá claramente.
As verdades elucidativas, escritas neste Pai Nosso de autoria desconhecida, destaca exatamente isto. Não é uma exegese do texto bíblico, mas ressaltos de privação do penitente em cima das máximas divina, que transparece quando a vida não é merecedora das verdades trazidas em cada sentença de súplica.
O Pai Nosso, então, traz as seguintes verdades:


Não posso dizer Pai, se não mostro em minha vida diária que sou Seu filho leal.
Não posso dizer Nosso, se a minha religião não me dá lugar para me aproximar dos outros em suas necessidades.
Não posso dizer Que estás no céus, se todos os meus interesses se centarlizam nas coisas terrestres.
Não posso dizer Venha o Teu reino, se não estou disposto a abandonar a minha soberania e a aceitar o reino divino de justiça.
Não posso dizer Seja feita a Tua vontade, se esta não se cumpre em minha vida, ou se a aceito apenas parcialmente.
Não posso dizer Assim na Terra como no Céu, se não estou disposto a entregar-me completamente desde já ao Seu serviço.
Não posso dizer O pão nosso de cada dia nos dá hoje, se não faço um esforço honesto para obtê-lo, se ignoro as necessidades reais do meu próximo.
Não posso dizer Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, se abrigo ressentimentos contra os outros.
Não posso dizer mas livra-nos do mal, se não estou preparado para lutar no reino espiritual com a arma da oração.
Não posso dizer Porque Teu é o reino, se não presto ao meu Rei a disciplinada obediência de um fiel vassalo.
Não posso dizer O poder, se sinto receio do que os outros digam ou façam.
Não posso dizer E a glória, se busco, acima de tudo, a minha própria glória.
Não posso dizer Para sempre, se sinto demasiada preocupação com temas e assuntos temporais.
Não posso dizer Amém, se não posso dizer honestamente "Esta será para sempre a minha oração"

Que Deus nos ajude a cada dia compreender profundamente Sua Palavra e executá-la de forma consciente os seus padrões de exigências.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ESCATOLOGIA DO AGORA: Retornando às bases da Igreja Apostólica

A Igreja sempre foi motivo das grandes perseguições ao longo da história e nisto ninguém tem dúvidas. Sua caminhada de sofrimento tem início no avivamento de pentecostes narrada em Atos 2 e dai por diante se desenvolve sempre em meio as circunstâncias tensas. No presente, a Igreja vive em um contexto que empunha suas armas contra a sua existência e a sua relevância espiritual. O apóstolo Paulo ao escrever a sua primeira carta aos Corintos no capítulo 4:6-21, sinalizou para o que considerava como esteios de identificação da Igreja para a volta de Cristo, ao emitir suas próprias impressões de vida (Zõe) no "yom" do primeiro século.

Para Paulo é norma número um que "Fronteiras sejam respeitadas"-v 6. Por quê? Porque é o meio de estabelecer um "firewall" contra a desenfreida luta erguida nos sombrios caminhos de incredulidade da geração liquefeita em tudo que é anti-verdade, anti-moralidade e anti-Deus. O padrão se desenvolve num terreno "além fronteira" da Palavra e que hoje tem sido apresentado como o neo-liberalismo deste tempo. As relações sociais, familiares e religiosas, a cada dia, teem se tornado um caos, já que a libertinagem e o rearranjo da verdade se tornaram as "leis aúreas" deste novo viver atual.

O mundo tende a asfixiar declaradamente os "pulmões de sobrevivência" da Igreja, que exala o ar puro da verdade em resposta a decadência aos valores humanos, taxada de utópica e fanática. O olhar binocular, como é enxergada, é por não se moldar as neo-filosofias humanistas, as neo-evoluções sociais e aos neo-significados do bem e do mal. A preocupação paulina em Corintos é com uma Igreja amalgamada com o "Kosmus". Uma reflexão se faz necessãria nas perguntas que Paulo demonstra o contraste da vida cristã "além fronteiras". Por quem se distingue? O que tens que não tenha recebido? Por que te glorias? Seus questionamentos acenam para dentro de uma diacronia de tensão espiritual - "Kosmus" ou "Theós"?. A frase “Em nós, aprendais (Manqete)..." -v-6b é simplesmente uma indicação de aferimento do limite da fronteira em que se deve respeitar.

É norma númeroo dois o "Testemunho diferenciado". Ao longo da história, a Igreja não foi olhada com bons olhos pelos grandes reis, filósofos, cientistas e religiosos. Sempre foi marcada pelo questionamento, polêmica e martírio ao se tornar "bode expiatório" em diversas ocasiões de sua existência. Sua posição se manteve inalterada em relação a identidade com Cristo - morte; e com Sua mensagem de vida - ressurreição. Ainda que em algum ponto de sua história "cristãos" inescrupulosos, gananciosos e hereges, como os se despontaram na Igreja pré-reforma e macularam sua imagem, outros milhares se mantiveram inabaláveis diante da opressão e ridicularização do "Kosmus" e demonstraram o seu verdadeiro caráter de oposição. Em “espetáculos (Theatron)-v-9 para o mundo (Kosmus)...”, Paulo ressalta o poder maquiavélico em saciar-se da destruição e exterminação da Igreja. Torna-se platéia assistente de um espetáculo de sofrimento e morte proporcionado pelos integrantes de uma comunidade preocupada e seriamente aliada em não subverter a missão da causa de Cristo; porém, outros assistentes (Théos) e (seres celestiais), presenciam o espetáculo não por sarcasmo, mas em alegria por não verem tal comunidade posicionada a favor do "kosmus", mas contra a rejeição do seu próprio Criador.

Neste espetáculo,carece lembrar que muitos foram alvos da carnificina anti-cristã na Índia, Coréia do Norte e China. Mil e quinhentos religiosos foram assassinados pelo regime facista do General Franco. Outros exterminados em campos de concentração nazista. Outros enforcados, afogados e queimados no Périodo Medieval. Muitos serviram de tochas de iluminação e petiscos às feras no Império Romano, isto sem comentar nos espetáculos narrados em Hebreus 11:36-40. Todos participaram do "theatron" no seu "yom". Igreja é isto, concientizar-se que não se trata de um lugar geográfico, um manual doutrinário e um ajuntamento de pessoas. Igreja é um povo em oposição ao "Kosmus" neste "yom", em compromisso com o Eterno no "agora" e em busca da vida eterna no "escaton".

É prioridade última 'A subsistência no Poder de Deus" verso 20. Existe uma grande diferença entre o mundo e Igreja. O mundo se move em cima de palavras estratégicas da sabedoria humana, afim de alcançar alvos etéreos. Igreja se move em cima do poder de Deus afim de alcançar alvos eternos. Era isto que Paulo chamava atenção da Igreja de Corintios - o que consiste de sabedoria humana está aquém do poder (dynamin) de Deus expressa na virtude e na capacidade de destruir os mais imponentes obstáculos que se erguem diante de Sua Igreja.

Infelizmente poder, neste "yom", tornou-se alvo de cobiça de uma nova espécie de "crentes". Num movimento quase que mágico, tchan!!!, o coelho surge da cartola como a evidência das idealizações ilusórias humanas. O Reino de Deus é o álibi onde tudo passa a "acontencer". Não há nada que não seja realizável por estes, porém é bom lembrar, sem a rubrica de Cristo Jesus. O amor e a compaixão de Deus não teem por alvos pessoas. O fato é que a cartilha do eclesial é empresarial e o novo condutor da Igreja substitui a já ultrapassada graça. Por fim, o poder tornou-se a obsessão de meta última como forma de domínio das pessoas e cultivo do "eu", fechando espaço para a humildade e a submissão no Espírito no seio da Igreja.

Bem, devemos relembrar que estas preocupações são para já. A volta de Cristo está à porta. O caminhar "além fronteiras" atinjirá seu ponto culminante com o julgamento corretivo "com vara" -v-21a. O alinhar com os princípios normativos da Palavra é a esperança de um Cristo em amor e espírito de mansidão -v-21b. Cabe eu e você, como Igreja, decidirmos sobre isto em nosso "yom".


ERSilva
Pastor e educador

domingo, 2 de maio de 2010

EVANGELHO DE MATEUS: a teologia da vida prática

O Evangelho de Mateus é um dos evangelhos que elabora uma peculiaridade na didática teológica - o ensino só é ensino quando a vida exerce o que foi ensinado. Na escola do Mestre, os discípulos foram conduzidos para uma teologia de confronto com o ser. O ser (aprendiz) precisa não somente conhecer o que Deus fala, mas o que Sua fala é capaz de produzir nele.

Não sobressai em Mateus a teologia política, degustada hoje nas "mesas dos cleros" que se denominam líderes, estrategistas, gestores, executivos do Reino de Cristo e que pouco contribuem para a edificação da igreja, quando se desqualifica a condição de servo; também é disvencilhada da pluralidade teológica que assustadoramente se prolifera nutrindo o "mercado da fé" e que em nada contribue para a mudança de coração do homem, quando o cuidado espiritual é sacrificado em favor do material; muito menos se mostra tendenciosa a uma teologia de qualquer denominação que defende a sua doutrina, mas que não exerce a graça no sofrimento humano, a verdade na justiça e a santidade na ética, quando cavam um abismo entre o que se prega e o que se pratica na vida cristã. Elas, todas foram e continuaram sendo rejeitadas por Jesus.

Neste escrito, Mateus enfatizou o que o Jesus legou para todo o cristão ou qualquer mortal - a ênfase de uma teologia vivencial e que pleiteia nortear a qualidade de vida dos que enganjam em segui-Lo. A teologia de Mateus não é uma teologia de verbalização, comum nos evangélicos da atualidade, ao contrário segue em sentido oposto a isto; a teologia em Mateus rege a internalização do aprendido, de modo que nos tornemos o primeiro a exercê-la antes de verbalizá-la.

Portanto, Mateus nos notifica a teologia das qualificações e cuidados espirituais que todo cristão deve possuir no seu histórico de vida como matérias aprendidas e aprovadas. Não é lá muito relevante a graduação teológica; o tempo de ministério; tampouco construções erguidas; em nada o tempo dispensado nas pregações e ensino e, menos ainda o status conquistado. Simplesmente, tais marcos não são identificadores de aprovação das qualificações e cuidados espirituais descritas em Mateus. O texto deste evamgelho arremete a todos a executar a teologia do protagonista desta história - Jesus. Foi desta maneira que o escritor captou o ensino, a pregação e o viver do Mestre.

- Amor a todos -Mt 1:21
- Ministério reconhecido, porém rejeitado - Mt. 2:23
- Submisso - Mt 3:13-16
- Caráter inabalável - Mt 4:1-11
- Condutor da salvação - Mt 4:17
- Construtor de relacionamentos - Mt 5:17-26
- Fiel ao seu companheiro(a) - Mt 5:27-32
- Sábio no falar - Mt 5:37
- Longânimo - Mt 5:39-42
- Amor ao próximo - Mt 5:43-48
- Não a hipocrisia - Mt 6:1
- Dado a oração - Mt 6: 9-15
- Perdoador - Mt 6:14
- Sem ganância - Mt 6:19
- Dependente de Deus - Mt 6:25-34
- Não juiz - Mt 7:1
- Cauteloso com as heresias - Mt 7:15
- Não verbalizador, mas praticante - Mt 7:21-24
- Desprendido - Mt 8: 21-22
- Fé - Mt 8:26 e Mt 17:20
- Compaixão - Mt 9:12
- Capacitado nas coisas espirituais - Mt 10:1
- Não dado as coisas materiais - Mt 10: 9-10
- Cauteloso - Mt 10:17
- Humilde - Mt 10:24
- Cuidadoso com o coração - Mt 12:34
- Cuidadoso com a eternidade sem Deus - Mt 13: 45-50
- Cuidadoso com as palavras - Mt 15:18-20
- Cuidadoso com as necessidades pessoais - Mt15:33-35
- Renúncia - Mt 16:24
- Consciente do princípio do Serviço - Mt 20:25-24
- Autoridade - Mt 21:5; 12-15;19b; 24;31 e 43
- Pureza - Mt 22:12
- Verídico - Mt 22:16b
- Práxis de vida - Mt 23:3
- Perseverante - Mt 24:13
- Vigilante - Mt 24:36-44
- Prudente - Mt 25:1-13
- Bom mordomo - Mt 25:14-30
- Responsável nas ações - Mt25:31-46
- Desprendido - Mt 26:7
- Cuidadoso com a falsidade - Mt 26:20-25
- Sabedor do Fundamento da Salvação - Mt 26:28
- Comunhão com Deus - Mt 26:53
- Ausência de Dubicidade de vida - Mt 26: 69-75
- Altruísmo - Mt 27: 11-66
- Sabedor do Fundamento da Fé - Mt 28: 1-10; 16-20

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PÁSCOA - RESSURREIÇÃO A SER LEMBRADA

Mais um ano e comemoramos a Páscoa. Dias de opostos, onde de um lado o impacto da comercialização se faz presente e do outro a religiosidade vazia perpetua o tracionalismo histórico.

Nos grandes shopping existe uma movimentação em massa. Pessoas buscam escolher o seu "ovo de páscoa" na diversidade do maior, do mais atraente, do que possui o melhor sabor, do que tem a melhor supresa etc. A perda do sublime significado pascal e a conscientização do que representa para maioria delas, faz da Páscoa uma festa de consumo de ovos de chocolate, cujo atrativo principal é o coelho.

Um ar de religiosidade também paira nestes dias. A religiosidade imputa que o ingerir carne ofende à morte de Cristo e que à mesa, o peixe deve ser a celebração de abnegação, contrição e respeito por este dia de comemorativo. A pobreza evangélica de hoje, não vai muito longe destas mesclas dualísticas. Ou erramos no seu sentido comemorativo ou erramos no seu sentido teológico.

O momento sublime que todos carecem entender da Páscoa é que ela não é chocolate e muito menos religiosidade superficial. Páscoa implica no amor de Deus para com toda a humanidade e consecutivamente um retorno a este amor pelo reconhecimento do homem. A ressurreição de Cristo Jesus se tornou o caminho fendido no tempo para inserir o homem novamente na eternidade com Deus. Sem esse rasgar do tempo, a salvação seria uma impossibilidade eterna e a perdição seria uma condição eternizada.

A Páscoa carece ser mais enfatizada em sua teologia e não nas simbologias e vazios da "fé". Deve ser um momento em que todos carecem refletir em duas perspectivas:

É um ato ímpar na história da humanidade. Deus morreu e ressuscitou para resgatar o homem do pecado e da sua impossibilidade de reverter tal situação por qualquer meios próprios - do científico ao religioso.
Segundo, é que a Páscoa deve produzir em nós não uma sensibilidade comemorativa, mas uma comemoração de mudança de vida por aquilo que Cristo fez na cruz. A expressão que Paulo toma em Romanos 8:1 explica muito bem isto: "agora nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus, mas não vive segundo a carne, mas segundo o Espírito"

Portanto, Páscoa não são simbologias meramente, nem vácuos de "fé", nem somente uma narrativa nos textos bíblicos. Páscoa é a metanarrativa que se deve tornar em aceitação experimental na morte para o pecado e ressurreição para a santidade de vida em todos os que a recebem como um selo histórico (fato), como um selo presente (necessidade) e como um selo futuro (decreto) para uma eternidade com Deus.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

LIBERDADE EM CRISTO - "AO EXTREMO"

Na mutiplicidade teológica que se faz presente nestes dias, conhecer as Escrituras é mais do que a necessidade de conduzir alguém a salvação, é a manutenção desta salvação na vida destes. Não sei que ensinamentos, tais pessoas, pretendem ensinar e que diferença isto irá produzir na vida da igreja, quando o foco principal dos ensinos são a exaltação do "eu" na comunidade da fé. Bem, fico a pensar o que podemos esperar mais à frente das denominações em suas práticas. Permos o rumo?!

A busca das prioridades dos homens o fazem cegar à verdade da Palavra de Deus. A Palavra nunca obrigou o homem a seguir a Deus dentro de uma camisa de força, ao contrário, a graça é o meio que conduz a liberdade, porém liberdade equilibrada, consciente e de mente transformada.

Paulo em I Co 6:12 ensina a Igreja que "tudo é permitido, mas que nem tudo convém" Mas por que nem tudo convém? Porque extrapola a linha de liberdade concedida por Deus. O não convém pode ir da fraca adesão à verdadeira liberdade e gerar o legalismo, bem como pode ir da forte adesão à verdadeira liberdade e gerar a libertinagem.

Então, o que nos convém? Consientizarmos que a Palavra de Deus exerce um equilíbrio de liberdade com amor e fé. Por falta de equilíbrio é que esquecemos da "boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm12:2b) e de possuir a mente de Cristo para que as coisas espirituais não lhe pareça loucura. (I Co 2:14-15).

Mas por que tocamos em liberdade? Porque a liberdade tem se tornado em libertinagem e chegado ao extremo como meios de servir a Deus sem se importar se nossas práticas condizem com as exigências das Sagradas Escrituras.

Esta reflexão se faz em cima da posição adotada pela capela Whitetail no estado de Virgínia EUA no vídeo produzido http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/02/100225_igrejanudismo_video.shtml?s

É isto aí. Que Deus nos ajude.

ERSilva

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MUDANÇAS, MUTAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES: o cristão na pós modernidade

Este é um novo tempo. Tempo de muitas mudanças no ser humano e fora dele, na sociedade mais especificamente. O avanço da ciência tem sido o grande marco representativo no desenvolvimento de uma sociedade cognominada de pós-moderna e isto trouxe significativos benefícios para os diversificados setores do mover humano.

O mundo macro, repentinamente, passou a se comportar como um mundo micro (tudo muito próximo), do encurtamento das distâncias, da rapidez da comunicação, da aproximidade do sócio-cultural entre os povos e da unificação política dos interesses em comum entre as nações. Do outro lado, o mundo micro fez ressurgir um mundo macro (tudo muito amplo) desconhecido na vastidão inexplorada. A nanotecnologia (bilionéssima parte do metro) trouxe uma nova realidade deste mundo que ainda deverá caminhar até a "fronteira final" da atomicidade. Realmente, estes teem sido tempos de mudanças, que analisadas com bons olhos teem proporcionado ao ser humano alcançar um patamar de grandes avanços e conquistas.

Sem dúvidas, também tem sido tempo de mundanças muito acentuada no ser humano. O momento histórico do pós-modernismo é um tempo de liquidez acentuada nas questões éticas, morais e espirituais. Elas não são mais as bandeiras que tremulam nos mastros da boa conduta da sociedade em vigor. A sociedade também mudou. Avalanches de escândalos na política, sodomia ganhando espaço nas ideologias do sócio-religioso e multiplicidade do culto ao divino estampam única e exclusiva satisfação centrada no homem. O ser humano mudou. Mudou para pior, mudou para se submeter as circunstâncias do ceticismo, amoralismo e pluralismo.

Torna-se compreensível quando a sociedade pós-moderna opta por não ter Deus como o arquétipo de sua consciência e coração. O resultado é desastroso e fatalmente mortífero: convive-se com o pecado e toma a posição de anti-Deus. A imagem do homem cada vez se mostra decadente em oposição à imagem de Deus. Paulo à sociedade de Corinto e muito contemporâneo a nós em suas palavras, foi bem esclarecedor "o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos...". (II Co. 4:4).

Porém o que pensar do cristão? Cristão é aquele que se identifica com Cristo. Isto para uma definição simplista. Teologicamente cristão é aquele que "morreu para si" e nele se instalou o domínio do Senhor Jesus, vociferou o apóstolo aos gálatas "... não mais sou eu quem vivo, mais Cristo vive em mim..." (Gal. 2:20). A Igreja é uma comunidade de cristãos salvos e santos, pois é assim que se é referida a ela - "lavada e remida mo sangue do Cordeiro" o que nos conduz a uma hermenêutica não conciliatória com "mais ou menos" salvos ou santos.

O fator preocupante, nestes tempos, é que o evangelho de poder (mola mestra), apresentado segundo Paulo à Igreja em Roma (Rm 1:16) perdeu, para "cristãos" pós-modernos, a eficácia de poder (perdoar pecado) para ser convivente com o encobertamento deste (abençoar o pecado). "Cristãos" desta geração teem se inclinado à teologia da pluralidade de vida. Integrados à Igreja, se afeiçoam ao pecado (promiscuidade e adultério), são insensíveis (legalistas e sem compaixão) e caçadores de interesses próprios (status quo e ganância material). Na expressão de Isaltino Gomes, "...já não mantém convicções, mas conveniências" {1}

O Evangelho distorceu-se na vida de uma geração gerando mutantes. Continuam produzindo as mesmas mazelas do velho homem e a eficácia da transformação (Rm 12:2) é anulada na continuidade das velhas práticas e na não manifestação de uma novidade de vida. As palavras paulinas pode ser distorcidas aqui: "as coisas velhas continuam e nada se fez novo". As Escrituras torna-se um álibe para dar continuidade a uma cosmovisão subjugado aos padrões do mundo e a obtenção da aprovação divina de seus pecados inconversos (mutação).

Sendo assim, a aceitabilidade dos modelos do modus vivendi, a convivência com a religião do antropocentrismo, a adequação â vida de volatilidade momentânea (poder, fama e prazeres), continuidade na cosmovisão anti evangelho e a relutância à vida no Espírito Santo (submissão e direção); conduz-se nas vertentes da rejeição à transformação de vida, claramente exposto em Romanos 12:1-2

Lutemos por uma Igreja de cristãos sólidos na Palavra de Deus, que apesar dos avanços na ciência e mudanças na sociedade, seus princípios de transformação em Cristo sejam inedeléveis. Busquemos com mais avidez a teologia correta de santidade, para que se ganhe compreensão correta que santidade não é um status denominacional, mas uma necessidade de vida transformada e vivida na terra e uma obrigatoriedade de vida santa para a eternidade, no céu.

[1] REGA, Lourenço Stelio. Paulo e sua teologia, p. 21