sábado, 31 de março de 2018

O TÚMULO VAZIO




É importante lembrar, neste momento em que mais uma Páscoa é comemorada pela igreja, os
 reais destaques que o texto mostra como princípio de observância para a vida cristã.
Páscoa, continua sendo na mente de muitas pessoas um momento de celebração para
presentear com ovos de chocolate (Alemanha XVI), a isto,  muitos da igreja, pensam o
mesmo. Também é um tempo de religiosidade de muitos na preservação do ingerir somente peixe  (Tradição Católica), das procissões do  Cristo morto (Pe Paulo de Portalegre XVI),das romarias (Portugueses-XVIII), das  cantatas, teatro encenado e o de sombras (Igrejas Cristãs) e etc.

O apóstolo João ao escrever o seu evangelho faz uma narrativa no capítulo 20 sobre  os
acontecimentos da ressurreição de Cristo. Aqui João destaca, como nos sinóticos, os acontecimento da maior envergadura que a história da humanidade já pode presenciar - 
ressurreição de Cristo, e nos arremeter a um outro lado que ensina este momento. 
Interessante, é que o discípulo amado parece desejar ressaltar algumas lacunas importantes da
alma e que se mostra desprovida de significado do Reino, pela  incapacidade de se desprender do        que rege o curso normal da vida.
Em primeiro lugar, no verso 2, o discípulo amado nos conduz a necessidade de uma fé genuína em Deus. Quantas vezes em nossa vida temos a maior dificuldade de crer que Deus pode realizar o impossível.
Maria, com certeza, deve ter várias vezes ouvido sobre a ressurreição nas repetidas deixas de Jesus em seus ensinamentos. Ela era uma mulher presente ao ministério de Jesus. Sua vida foi de total dedicação a seguir ao Mestre, depois que ela foi liberta de possessões demoníacas.
Tiraram do sepulcro o Senhor”foi o que se ouviu de Maria ao entrar no espaço do morto. Sua total falta de compreensão  do poder de um Deus imensurável que estar além de nossa capacidade de razão foi sua lacuna da alma.Sem fé é impossível agradar a Deus” firma o autor aos Hebreus. 
O cristão nunca deve pensar nas ações de Deus dentro de sua lógica racional, ela ofusca a verdade dos milagres que podem vir a ser realizados no meio de nós, em nós e por nós. Deus sempre é não lógico, para os lógicos. A ressurreição era a ilogicidade da lógica de um morto que desapareceu. Fé era necessário para crer no impossível.

Segundo lugar, no verso 9, "...não tinham compreendidos as Escrituras..." nos arremete a dificuldade que  Maria, mas certamente os discípulos (como cita o texto)  não possuíam a total clareza deste momento ímpar que as  Escrituras Sagradas expunham tão abertamente ao longo do ministério de Jesus pelos seus ditos e pelos Escritos Judaicos.
S   Se lembrarmos bem, um pouco antes no capítulo 3 do evangelho de João, Nicodemos, doutor da lei, teve uma dificuldade muito grande de compreender as exigências para entrar no Reino de Deus, pois o seu discernimento das verdades divinas se fazia só no campo do cognoscível, das interpretações rabínicas mas não alçava  para o campo da iluminação do Espírito. 

Os personagens envolvido aqui perderam a oportunidade de desfrutar do grande momento de louvor ao Majestoso Deus do impossível e compreender que vivenciavam do acontecimento profético da ressurreição. Alguns, como Maria preferiu dar vazão ao seu sentimento de perda e de buscar recursos,da situação que vivia, nos discípulos correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulos...” no verso 2b,
Nos últimos dias, muitos perderão a oportunidade de compreender o retorno de Cristo por buscarem soluções, no transcurso de sua história, em homens e não nas Escrituras e darão continuidade, mesmo depois deste acontecimento profético, de forma não iluminativa do Espírito por não a compreenderem o intangível. Para os incautos, um alerta, Deus age na história cumprindo o que já está à disposição da humanidade - Sua revelação. A igreja é privilegiada em tê-las, discerni-las, cumpri-las e entendê-las dentro da história.

Por fim, diz o texto no verso 11 que "Maria permanecia na entrada do túmulo chorando". A capa caiu!  Uma atitude enraizada nas efemeridades da vida humana, até então escondida durante a caminhada com Jesus, se materializa. . Muitas vezes, se esconde no profundo da alma,  aquilo que adoramos usufruir, de tirar proveito, o que nos beneficia. Quando nos vemos sem elas caímos num estado de depressão e vazio como se o mundo tivesse se desmoronado a nossa volta. Choramos pela perda da futilidade e abrimos mão  da  total satisfação em Deus. Continuamos ligados ao velho passado e abortamos aquilo que deveríamos adquirir em Deus na adversidades da vida.
Maria, não podia dimensionar que a morte de Jesus e consecutivamente o seu corpo desaparecido no túmulo traziam implicações de redenção a toda humanidade. A morte era uma perda já prevista na missão de Cristo ao mundo para o ganho em oportunidade a humanidade de perdão de seus pecados. O desaparecimento do corpo era a prova que a morte fora vencida e portanto  um estado de não condenação havia sido instaurado com a ressurreição para os que deixassem de ser presos por suas perdas.  Deus requer que as perdas sejam transformadas numa visão real do incompreensível ganho em Deus.

Crer no impossível, discernir o intangível  e viver no incompreensível.  Isto é Ressurreição!