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sexta-feira, 15 de abril de 2022

A PASCOA: os valores significativos da mensagem lucana.

 


Não há novidade nesta geração quando vemos a aproximação da Páscoa. É mais uma etapa a ser cumprida no calendário da sociedade como as demais outras que seguem sua cronologia de feriado. É mais um momento de deliciar ao lazer e aos chocolates produzidos nas mais diversas maneiras e disponibilizados nos templos de consumo. Por um tempo, as pessoas esquecerão os horrores que o mundo atravessa e a consequente trajetória de colisão que o juízo de Deus cobrará pela apatia em relação as verdades nas metanarrativas bíblicas.

E totalmente imperdoável a perda do total significado deste evento eterno que trouxe libertação ao homem do agente corruptível da vida, da degeneração da alma e de toda a criação.

Páscoa representou um fato histórico ocorrido há sete mil anos atrás, mas que no tempo de Jesus, o evento O levou a crucificação e consequente ressurreição que produziu o antídoto ao problema do pecado no coração do homem e a humanidade precisa entender que somente nela se consegue passar pelo caos terreno e seguir adiante apta para o encontro com Cristo na glória eterna.

A incredulidade sempre foi uma companheira inseparável do homem na trajetória de vida. Ela adquiriu um corpo quando questionou Deus em suas determinações morais e sua legalidade como Deus Criador. (Gen 3). Milhares de anos se passaram debaixo do sol e ainda a incredulidade humana se faz presente ao ignorar o verdadeiro sentido pascal ocorrido na cruz. Se por um lado, a lembrança pascal para muitos se consome na simples abstinência alimentar de carne a igualando ao corpo sacrificial de Cristo no madeiro numa evidente religiosidade, por outro a satisfação palatal do prazer do corpo e o ápice da alienação do verdadeiro significado que a Pascoa traz aos mortais. Mas o que o autor de Lucas nos induz a pensar sobre a Páscoa?

A Páscoa nada mais e do que o retrato do sacrifício de Deus entre os olhares dos que creem e dos que não creem. Lc. 23: 39-40. Isto e fato! Assim tipificam os ladrões. Ela sempre terá em um lado os opositores, rejeitadores e escarnecedores e o mundo ainda depois de 2000 anos não conseguiu entender o supremo significado deste evento. O grande problema que a maioria das pessoas são meros expectadores e observadores das teofanias realizadas em benefícios ao próprio do homem. (Lc  23:35a). Páscoa ´e fé no Cristo da cruz.

A Páscoa não é evento pontual na história (Lc 23:33a) sempre terá um papel diacrônico mais excelente, pois a morte de cruz por Jesus foi para expiar o pecado de toda alma trazida a existência em todo espaço de tempo pós queda. Ela corrigiu a usurpação de poder no Jardim, eliminou a dívida não paga pela humanidade até o momento de “de tudo consumado”. O preço foi de sangue, mas sangue inocente, sem pecado, impossível para qualquer criatura humana ou espiritual dentro do mais profundo recantos celestes conceber o Soter na categoria de encarnação-expiação-glorificação para o restabelecimento a unidade de comunhão entre a criatura e o Criador. Páscoa não e só história, e Deus atuando dentro da história.

Páscoa é Deus salvando o homem. Deus não precisa ser salvo (Lc 23: 35b). A expiação na cruz não era uma morte qualquer. Não era morte corporal unicamente. Era o verbo-carne tomando os impactos do pecado de toda humanidade e se expondo ao distanciamento da santidade de Deus; quadro aterrador que chamou atenção de todos os seres espirituais (caídos e não caídos), ao se curvaram em reconhecimento a um Deus Criador que se entregou pelo ser de carne que Ele havia criado e que agora a morte teve seu domínio sucumbido em um Deus Salvador. Páscoa ´e levando a morte a se tornar mortal!

Páscoa um espetáculo.  (Lc. 23:48). Muitos a tem como uma tragédia. Para muitos judeus assim foi. Outros entenderam como justiça a um herege. Outros pensaram numa injustiça ao um justo. Poucos reconheceram Seu amor divino. Na realidade a Páscoa sempre será um espetáculo público no mundo. Ainda se ouvirá as mesmas vozes conceituais do evento sacrificial de Jesus nos dias hoje; um número ínfimo dará conta do que ela representa para o estado corruptível produtor de todo mal na sociedade dos viventes, por isso, poucos os que realmente conseguem vislumbrar o sentido principal do significado para sua própria vida. (Lc 23:41-2). O espetáculo pascal evidenciara cada vez menos arrependimento e reconhecimento do estado de absentismo das pessoas com Deus por ter uma fé cada vez mais inexistente e por deixar se ofuscar na total incapacidade de não credibilizar Deus pela sua ação de amor e por ver Ele próprio se colocar em morte pelo mortal, algo totalmente improvável ao um Deus de poder. Páscoa ´e oposição a lógica da humanidade!

Páscoa e contemplação. Lc. 23:49. O verbo se encontra em sua forma presente ativa e tem basicamente aqui, a ideia de ver espiritualmente. A Páscoa deve ser vista em seus aspectos espirituais. Não é um rito religioso, muito menos um contemplar passivo de significados emergentes atribuídos a Ela. Intrinsicamente possui um poder libertador das forças que arrastam o ser para um distanciamento de Deus e que o conduz a trevas eternas. Quando o autor expressa “Permaneceram a contemplar” Lc 23:49b indica a convicção das verdades que Jesus tinham ensinado àqueles que o conheciam e o seguiam. Páscoa traria a acessibilidade que Deus agora concedia ao homem ``a sua presença Lc 23:45. Páscoa ´e assentimento conceitual.

 

 Uma coisa sempre teremos na Páscoa, os que verão o evento como uma história de um homem comum na cruz, os piedosos que se inclinarão a um justo injustiçado pelos judeus, os religiosos que continuaram a consumir a religião da humana do desconhecimentos dos fatos narrativos, os acéfalos da fé na busca da autossatisfação  e do hedonismo e os que reconhecem a morte de cruz de Jesus circunscrita da principal missão cumprida pelo Filho de Deus, por entender o tamanho momento do que significou, não somente para Israel (cumprimento das profecias) como para o futuro da igreja (seus alicerces na obra expiatória) a oportunidade de salvação para toda a humanidade.

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domingo, 13 de fevereiro de 2022

ESSÈNCIAS DO TEXTO



 

A mensagem de Estevão dirigida aos religiosos atravessou os tempos dos Patriarcas até Jesus com uma  precisão cirúrgica nos corações de seus ouvintes. A síntese da anunciação do Salvador ao mundo como expressão maior dos registros da Lei e escritos seguintes apontava para o Cristo que eles haviam rejeitado e condenado à morte. O discorrer da mensagem elucidava as verdades perdidas  e esquecidas em uma religião  mecanicista e de interesses próprios. Era nesse auditório que Estêvão pronunciava um dos sermões mais contundente e fatídico ao expor à fragilidade aos que obscurecia o apontamento de um Deus-homem. Deus não pode ser dimensionado dentro das medidas humanas. Deus é imensurável.

Tal falta de entendimento distancia da compreensão dos Seus desígnios insondáveis e conduz, os tais, a se tornarem absurdos. Assim, um Deus encarnado, morto e ressuscitado se tornaram blasfêmia para os que ouviam a voz da pregação da anti-religiosidade. O Jesus glorificado à direita do Eterno não é um fato absurdo só daquela época.  É também de hoje! O Jesus Glorificado e vitorioso na cruz preconiza o escárnio e a rejeição dos próprios anunciadores do evangelho da graça da atualidade. Porém,  a história nunca ficou sem um Estêvão.  A visão do Jesus Glorificado é mas do que nunca a realidade existencial da soberania de Deus  de um aviso para a igreja atual, para os religiosos e para o mundo como um estado real do Seu poder. Entretanto,  o mundo continuará a vociferar a negação de Sua existência. Os religiosos permanecerão insensíveis e incrédulos à Sua Glória e a igreja produzirá  santos dispostos a pagar o preço de cruz qualificada nas mais diversas formas para dar continuidade  da mensagem de Jesus , o Justo. O fatídico disso é que a mensagem do Justo continuará a produzir gritos, rejeição e atrocidades, ainda que morto o pregador redundara em Glória, viver em Glória e desfrutar da Glória! 

ERS - 04-01-2022

sábado, 12 de fevereiro de 2022

ESSÊNCIAS DO TEXTO


Col. 3:1-17





Dois caminhos são apresentados a todos os seres viventes de espírito de fôlego de vida temporário. Um é o caminho das coisas do alto, o outro o caminho das coisas terrena. O caminho santo tem início na vida do homem quando há interesse pelo inefável e desconhecido desígnios do  Eterno. Coisas que não são substancializadas aqui nesta terra, mas que são substancializadas na essência do Deus vivo. Os que buscam são conduzidos a estar envoltos na grandiosidade da presença de Deus, onde nenhum outro pode confiar. Coisas inefáveis não pode ser igualada as substancialidades etéreas do mundo terreno. O envolvimento com Cristo é o grande segredo de perpetuar a vida digna de ser chamado santo e a constatação de se estar morto para o processo de degeneração espiritual estabelecido pelo caos. "Mortificai" é o processo que faz o espírito a olhar para o alto e ter suas afeições santas. Sem isso, tudo na vida do ser de espírito o leva a romper a intimidade do seu espírito com o Espírito de Deus e tudo que não conduz a santas afeições provoca o atributo de justiça de um Deus santo - a ira.
O caminho oposto das coisas terrenas traceja as substancialidades mortais para o desequilíbrio do espírito e da psique do ser vivente de espírito. Santos que mantém conciliar, ainda que de maneira livida, uma indefinição entre os dois caminhos é  qualificado como filhos da desobediência. Desobediência demonstra o estado do penitente a condenação e o atuante velho homem em suas afeições desprovidas de novidade de vida e pureza. "Despojai"  é  obrigatório para tudo que impede a santa vida e que pode conduzir a condenação eterna de ceifar o privilégio de Cristo tudo é. Assim,
"Fazei morrer"  é esta ação urgente para todos que desejam descortinar as coisas do alto. Sem isso, a natureza terrena (ação em nossos membros) substancializara o poder do mal obstruindo o espírito a se inclinar para as coisas do Espírito.
Aos eleitos "Revesti-vos"! de ternos afetos, amor incondicional e a perfeição da paz reinante, pois o caminho do alto,  bivalente em suas exigências,  requererá  a busca  do Eterno e das evidências das santas afeições. Nisso tudo, a paz de Cristo será o juiz do teu coração.  
ERS
11/02/22

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

ESSÊNCIAS DO TEXTO


Hebreus 4: 14-16


Grandiosa notícia para os moradores da Terra!!!. Que melhor providência  saber que nos recantos eternos, insondáveis,  se encontra Jesus, o pastor dos homens, que se deu por nós na cruz para nos submeter debaixo de Sua graça. 
O Filho de Deus, com todo poder e glória, tem nos céus o domínio inigualável de todas as coisas. Em Sua condição de sumo sacerdote, a vida de todos os homens foi comprada pelo sacrifício voluntário amoroso, sem acepções, para reviver no homem à sua real essência aparentada com Deus.
Este sumo sacerdote não é um religioso, pecador, oferecedor de oferendas e intermediador entre a desgraça e a graça. Ele é a plenitude de tudo que se finitizou para receber em si as experiências de sofrimento e tentação de todo homem caído. E o único que pode restaurar  a alma dilacerada  do homem e conduzi-la em perfeita harmonia com o bom Pastor.  É o céu chegando a Terra, a glória  ao decadente e Deus ao homem. 
Um clarim soa na terra dos viventes " cheguemos". Para que devemos chegar? Para se apropriar dessa graça maravilhosa!. Graça que teve alto preço e exige custo alto na vida dos que dela se apropriam. Não é uma graça qualquer. É  a graça que exige compromisso com o crucificado e ressurreto. Exige rejeição desse mundo e uma total desvinculação com os afazeres do pecado. É a graça que justifica o pecador e não o pecado. A graça da responsabilidade com quem morreu pelo pecado e não com a religiosidade inoperante da continuidade da velha vida. A graça do seguir Jesus e não os homens.
O seu alcance é universal, porém não é de graça.  Requer viver exclusivamente para Deus e em Sua dependência. Aqui entra a fé dos santos. Ela sai do trono de Deus, um indicativo que demonstra que esta graça só é compreendida no plano maior de sua exigência para os que são súditos. Para os que não são,  graça se torna religião barata, superficial e desprovida do Deus verdadeiro, pois onde o Deus verdadeiro não se materializa no mundo dos homens, a graça se reveste em desgraça.
Um alerta claro é dado aos que abraçam a graça de alto preço do sumo- sacerdote.  Em tempo oportuno, misericórdia  será a graça dispensada aos resilientes nas tribulações , não para livrar das circunstâncias adversas, mas para testar se realmente desprovido estão de tudo que prende a este mundo vil e hábil para desfrutar da eternidade.
Aí entenderas que graça " não é mais o seu viver, mas viver de Cristo em você ".
ERSilva  - 7 de dezembro de 2021.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

AÇÕES DE GRAÇA - PARA MEDITAR

 Lc, 17:12-19


O QUE ENVOLVE AÇÕES DE GRAÇA?


1. Não é gratidão puramente.

    Todo mundo fica grato quando recebe algo  que traz satisfação em seu ser. Isto é somente atitude de educação por ter recebido um favor de outro, porém desprovido de princípios que fortalecem, edificam e renovam a alma. 

PECULIARIDADES DAS AÇÕES GRAÇA

A. MOMENTO DE RECONHECER AS MISERICÓRIDAS DE DEUS EM TODOS AS CIRCUNTÂNCIASDE CONTRÁRIAS QUE NOS ENCONTRAMOS NA VIDA.

B. MOMENTO DE RECONHECER DE UM FAVOR DADO NÃO MERECIDO POR DEUS A MIM QUE NADA MEREÇO E NADA DEVO EXIGIR.

C. MOMENTO DE RECONHECER QUE DEVO  PRODUZIR TEMPO DE AGRADECIMENTOS POR DÁDIVAS RECEBIDAS.

D. MOMENTO DE TRIBUTAR, EM TODA MINHA ORAÇÃO  ATITUDE DE GRAÇAS POR TER QUE ESPERAR O QUE DEUS VENHA A ME CONFERIR.


Pense nisso!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

ESSÊNCIAS DO TEXTO

 



 Mateus 24: 1-14

 

A religiosidade nunca foi o caminho para conduzir as verdades de Deus aos homens. Os judeus erraram muito aqui. Ficaram cegos pelo enaltecimento de suas catedrais cultuais e por uma mensagem obsoleta pelas teologias rabínicas longe das promessas de Deus para o povo na história. O grande exemplo foi a incredulidade que existia da pessoa do Messias, então a sentença “Não ficará pedra sobre pedra” para os dutos da religião da ostentação sem relevância recebe o veredito.  O que deprecia a pessoa de Cristo e Sua mensagem principal de amor ao pecador, bem como o papel da Sua soberania judicial sobre o impenitente pecador e passível de rejeição e condenação ainda que as aparências desta sejam aparatosas.

 Mas não só foi este o alerta do Mestre, um novo é emitido aos integrantes da religião da apatia que não conseguem ver o visível.  Acautelai-vos, que ninguém vos engane” O caos estabelecido é a comprovação de um escaton judicial-agora. É a Parusia da justiça. Não há complacência aqui. Por isso o acautelar é o processo no tempo presente em olhar a volta e discernir a impiedade generalizada (engano, guerras, fome), a mortandade em massa (pestes), as catástrofes globais (terremoto) como evidências do descaso reinante e da proximidade de prestação de contas por vozes indomáveis.  São dores iniciais, mas que projetam acontecimentos aos de expressões mais tenebrosos em desgraças e atrocidades, onde calcificam a perseguição, traição e ódio como os componentes de reação de um sistema em total oposição aos seguidores da religião da Cruz de Cristo. A solução final (holocausto da pós-modernidade) será a morte nos seus mais variados tons como sentença para saciar a ideia do ressurgimento do “Deus está morto” de Nietzsche.

Um terceiro alerta é emitido aos tendenciosos a religião da carnalidade. A religião descompromissada com o Deus espiritual, é facilmente imantada pelo místico e ao maligno. Um Deus liberal é o que pedem!  Daí “surgirão” os profetas do engano em números abundantes, alimentadores da iniquidade e da frieza espiritual de uma religião criada a seus moldes, a fim de conceder, a geração incurial do Deus vivo e da fé que salva, a mensagem que alimenta os defensores da liberalidade e que tem os aforismos ovacionados na crença em um Deus de compaixão de olhos vedados à perversão e a culpabilidade humana.

Uma coisa é certa aos desavisados: a verdadeira religião, sob a égide da Cruz e do Reino, será divulgada como a esperança de toda humanidade debaixo de luta e sofrimento, mas o FIM será apoteótico pela manifestação do próprio Cristo da cruz em glória.

22 de novembro de 2021

ERS

 

 

domingo, 21 de novembro de 2021

ESSÊNCIAS DO TEXTO


Salmo 52




Quem és tu poderoso? 
O homem é um ser que exerce domínio em seu ambiente terrenal. Esta foi uma ordem do Poderoso na criação " sujeitai-a e dominai-a" . Mas o domínio sem a perspectiva correta do bem materializa-se em opressão para toda a cadeia de submissão abaixo de si. O homem é a imagem da malignidade ao praticar  o engano, a mentira e a fraude. Suas fauces verbalizam o seu dominador " o pai da mentira"

Mas o que é o mal? O mal é a ausência do bem. É  a ausência da bondade, da misericórdia, da fraternidade, da sinceridade, do amor. Estas não  diz  respeito ao seu próprio semelhante e a criação ? Então, dominai com o bem,  pois o mal é a ausência de Deus no cumprimento da ordem em sua plenitude.
Ao homem que anda na ausência do bem, o seu cortejo será  lúgubre, mas o homem que anda na presença do bem não terá por  lívida a misericórdia,  a bondade  e a esperança do Eterno.
O homem do bem, louve ao Senhor! E cumpra o seu domínio!
01/09/2021 

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

ESSÊNCIAS DO TEXTO




ESSÊNCIAS DO TEXTO

I Co 3:18-23



O homem não é capaz de conhecer a sabedoria de Deus. Ela dista imensamente da sabedoria humana. É um abismo colossal e que o outro lado só pode ser alcançado quando a superficialidade do terreno passa a dar lugar a profundidade do espiritual. O mundo sempre irá calcar a sua sabedoria,  que aqui é tida de louca, em fundamentos vulneráveis e insustentáveis   que ao ser confrontada com a magnitude da sabedoria de Deus, perfeita em sua  composição de verdade, faz realçar o limitado saber humano no estado de completa imperfeição e engano.

A sabedoria humana se alimenta dos princípios de interesses próprios  e se enaltece na astúcia de seus desígnios ao ultrajar o Supremo valor de quem Deus é.  Como o texto expõe,  se torna desta forma, uma espécie de armazelo ao longo da estrada da vida, onde fatalmente irá apanhar os incautos em seus pensamentos desconexos, morredouro e vão, da apropriação total de uma construção sólida  do saber centrada no eterno de glória. O sábio que se pauta na vangloria e se diz sábio, ele não é! A vangloria é o estado supremo da ausência do conhecer a Deus e da irracionalidade extrema do saber humano.

Então, qual é  o parecer  de Deus para os sábios aos seus próprios olhos?
Deus os vê como seres desprovidos de razão e entendimento. O racional deixou o seu lugar de fazer juízo correto e abriu espaço as emocionalidades e desejos  transitórios da vida. O conhecer e o temer a Deus, princípio áureo de toda a sabedoria, deixaram de ser produtos que permeiam a somatização  vida mortal e trouxe indignação da Deidade em suas exigências de reverência e respeito. Ninguém se engane!  Impossível é desagregar a sabedoria da  substância  da dAquele que é a própria Sabedoria.

Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente e o futuro são  terrenos diversificados onde a sabedoria devera ser atuante por meio da vida transitória do sábio,  que  para ter sua plena eficácia,  deverá ser submisso a Ele, pois o sábio,  em suas decisões de sabedoria, as submete a Ele e Ele a Deus.
10/11/2021
ERS

sábado, 30 de outubro de 2021

UM OLHAR PARA A REFORMA NA ESPERANÇA DE UMA IGREJA REFORMADA

 


Paralelo da história com a atualidade

Lutero foi um monge que viveu no século XVI com as intempéries da Igreja Católica.

A criação das exigências penitenciais, que cada vez mais, enredavam o povo aos grilhões da culpa e da dependência de uma teologia escravagista para enaltecer a glória da Igreja; fez com que o monge agostiniano se empenhasse nas discussões teológicas contra um evangelho que se opunha a humildade de vida e a uma fé furtiva de Cristo.

O avanço da história (meio milênio depois) canalizou um novo olhar para a Igreja e constatou seu avanço ao redor do mundo na aglutinação e aviltado crescimento de adeptos à conversão de um protestantismo reconhecido por sua voz efetiva missiológica, cristológica a e teológica.

É fato que ao longo dessa história, a Igreja desempenhou sua missão em fazer avançar o Reino de Deus por esta tríplice característica de sua essência. Seu papel missional, por exemplo, conduziu os perdidos aos pés de Cristo e manteve a imagem da continuidade do ministério do Cristo terreno, envolto em carne, nessa busca e isso ninguém discute.  O principal eixo de condução no avanço do Reino, a voz Eterna em registro (teologia e Seu autor), são os pontos em questão a serem debatidos dentro da Igreja atual.

A teologia e o Cristo sempre foram à sacrifício para se obter adaptações as circunstâncias contextuais e engajamento aos interesses religiosos-políticos por parte dos profissionais da fé. Mercantilismo (o evangelho comercial) e espiritualismo (o evangelho sincrético), retratam as várias formas e releitura da Bíblia na Igreja pós-moderna. No tempo medieval a Igreja circunscreveu-se não de poucos homens com valor de estudo bem profundo, o que não constituía álibi para inovações conceituais de uma hermenêutica desvinculada à Revelação e de um colegiado comprometido com uma religiosidade de exclusiva grandeza e poder. A Igreja pós-reforma, negacionista das metanarrativas, re-vive tal realidade hoje. O grito de oposição a estas agressões teológicas, não foi exclusividade da voz do rebelde monge, outros já haviam sinalizado para tais ocorrências há dois séculos antes. Se houve expansão do Reino de Deus territorialmente pós-reforma, também houve, em igual peso, àqueles que passaram a divulgar uma mensagem de desesperanças de um reino envolto por uma teologia lívida as Verdades Eternas e que se tornam cada vez mais inveterada dentro das comunidades cristã na diacronia do tempo.

Na obscura medieval, Lutero presenciou a atemorizante e incessante busca do povo por libertação do pecado e culpa, o que não foram atendidos e pesados pelos sacerdotes no alinhavo do evangelho bíblico. Tanto que o Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum na sua “62”: “O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo evangelho da glória e da graça de Deus foi o tema central da preocupação do agostiniano em relação ao que Igreja carregava em seus ensinos teológicos. Como disse H. van Riessen “somente o evangelho bíblico revelado por Deus pode dar esperança.” - Sola Scriptura.  A Igreja contemporânea, partícipe da mentalidade medieval, abre espaço para o consumo do erro, pois “precisa aprender a falar uma linguagem totalmente nova com o fim de alcançar a geração pós-moderna” (Kimball). Caminha a favor da ideia da planificação mundial ou a mentalidade da não crítica dos evangelhos adaptados - um espírito da busca da vontade própria descompromissada com a santidade de vida e da vazão do pecado na adoração e louvor na Ortodoxia generosa.

Então, quando a teologia é planificada para falar essa linguagem de um mundo global se fundamenta na miscigenação da nulidade da moral ética cristã e na distorção da imagem do Deus apodítico em Seu estado de existência, amor e Juízo concebidos na Revelação.  A consequência é uma fé descompromissada no aceitar a fidelidade do que Deus é e o compromisso com a crença em tudo que Ele não é.  A diferença de fé e crer é profunda. O evangelho pregado hoje é servido “à lá carte”, onde o modus operandi do cristão atual (tendo salvaguardas) é esta crença de conchavar a liberalidade no que Paulo não discorreu aos Gálatas sobre a liberdade em Cristo. De forma nenhuma, o teólogo da antropologia, conduziu seu discurso para um sentido de liberdade libertina e/ou a uma teologia liberal, que neutralizasse a malha da graça e fizesse da fé Sola Fide a exclusão do Cristo da graça para se ter “novo tipo de cristão” (McLaren) a crer em toda proposta que se distancia da fé em Cristo.

Vejamos! Na graça, todos os recursos que requer o homem para se encontrar inculpável diante da justiça de Cristo em liberdade foi disponibilizado - Sola Gratia As composições hermenêuticas da religiosidade judaica na Lei, foram bastante criticadas por Jesus em relação a este tema e teve embate travado durante todo Seu ministério em relação aos seus conceituadores: .... aí de vós intérpretes da lei! Porque sobrecarregai os homens....” Lc 11:46. As interpretativas do que Deus não disse, não exigiu e nem estabeleceu como determinantes de Sua graça se mostravam nitidamente acéfala ao princípio primordial do evangelho do Reino. Deus era segregado de Sua própria teologia de favor generoso (Agostinho).

Em tempos atuais, Igrejas se apresentam sem a graça.  Aviltam a culpa no ser por divulgar o que o evangelho não diz.  Culpa sempre foi o sentimento concebido pelas responsabilidades dos atos contrários a Deus, e que a teologia sistemática define como alvo não atingido; assim os mecanismos (pregação e ensino) que emancipa a graça de seu principal alvo (o homem), faz de Deus um mero condenador e o homem um inveterado condenado e culpado em seu alvo não alcançado.  Desta forma, caracteriza o Reino de Deus (reino da “desgraça”) e traz à lume somente religiosidade legalista sem compaixão e um reino e rei (feral) que persiste em distanciar a graça do evangelho da Bíblia. O Sermão do Monte contrapõe este reino em fazer conhecer um Deus paterno pela Sua preocupação com o coração humano e por mostrar que ele é regido somente de graça.

 Cristo somente Solus Christus concede a alma sua entrada no Reino, pois a hermenêutica da graça é suficiente (dada a cada um - Ef. 4:7) contra as composições heréticas fincadas dentro das Igrejas contemporâneas em seu novo método incongruente de entender as metanarrativas as Sagradas Escrituras. Uma coisa é passível na teologia contemporânea – a pluralidade de caminhos para se fazer chegar à presença de Deus. A psique humana se sentirá tentada “sempre que surge um movimento cristão que se apresenta como reformista ...” (Carson). A culpa não estará perdoada por novas experiências de espiritualidade, que não expressaram amor incondicional Àquele que nos ama e aos que nos ama e que não traga cativa a Cristo a consciência transformada.  A pluralidade irá iludir e mascar o “ter a graça de Deus” (gozo do favor de Deus) na expressa imagem do ser criado por Deus.

Onde desejamos chegar?

Se a Reforma foi a deliberação inicial para futuras contraposições que viessem a aviltar, novamente a fuga da principal hermenêutica do ensino bíblico, cuja Igreja é a coluna da Verdade (I Tim 3:15); no decorrer dos anos, a voz de Lutero e seu Disputatio, a favor da (Palavra e o racional claro) deixaram de ser olhados como fatos que se repetiriam em gerações futuras da igreja com outras roupagens. Há uma clara tendência para novas formas de teologia que cada vez mais vem sendo consumidas nas liturgias, cultos e pregações quando declina a competência do evangelho como o arcabouço único e exclusivo para a liberdade do homem em Cristo Jesus.

Como proceder?

Infelizmente, somente ulular a hermenêutica que concilie as exigências do Reino com as da vida cristã do cidadão do Reino, não faz da autoridade de Deus uma realidade na vida da Igreja no mundo pós-moderno. É preciso renunciar às inverdades tão presente nos púlpitos e as incúrias sacerdotais. Precisa trazer a história à lume, onde o irrompimento da culpabilidade, no Jardim do Eden, se deu exatamente pela aceitação a vertentes das pseudoverdades que puseram todos culpáveis diante do Divino da Verdade. Somente a cruz dispensou graça para esta correção.  Por isso Lutero gloriou-se na cruz; o mesmo fez Paulo aos Gálatas em seu esclarecimento cristocêntrico: “longe de mim... a não ser a cruz...”. Gal 6: 14. O homem não é o artífice da teologia da cruz. Ele é o dependente da cruz. Na porta do Reino existe a cruz com seu verdadeiro artífice, homem-divino - Soli Deo Glória O homem-humano somente acessa o divino-humano e seu Reino porque a trama da teologia da cruz se compõe de morte, ressurreição, ascensão e domínio eterno e nada mais. Interpolar qualquer outra coisa neste tecido teológico é buscar romper os seus fios numa tentativa de fazer dele “teologia das 17.000 relíquias” remodeladas à luz de uma teologia pós-moderna, para a satisfação de todos, sem o compromisso com o Cristo do evangelho.

Carência de outra Reforma?

Inevitável! Não falo de uma reforma institucional, mas local. O verdadeiro corpo de Cristo deve lutar por sobrelevar a teologia da cruz e do Reino que exalta e dignifica os propósitos do Rei e que exclui as exigências e compromissos com o que é fantasioso e transitório no espiritual e “estranho ao altar” em sua devoção, sob pena de ira divina (Rm 2:8). A Igreja precisa sair do que Lutero escreveu no intitulado “Cativeiro Babilônico”.

A pensar.

 Se a Igreja tem o papel fundamental de fazer o Reino de Deus avançar, cabe as questões:

1.  Para que Reino a Igreja atual está conduzindo os crucificados de hoje?

2. Qual evangelho está sendo pautado a mensagem para libertar os não crucificados?

3. Se a teologia e o Cristo vão à sacrifício em prol do alinhamento as exigências de interesses humanos, o que se espera da confiabilidade da Igreja e dos que nela divulgam a graça de Deus?

3. Se a hermenêutica é uma palheta variada de interpretações, o que resta da verdade absoluta divina?

Somos o Lutero de hoje, responsáveis de pregar e ensinar uma Teologia da Libertação da culpa do pecado que faz a existência do cristão extática ao Cristo da cruz e a Jesus do Reino? Espero que sim! Nas eternizadas palavras do Reformador Martin Bucer “é nosso papel sacerdotal conduzir os perdidos a Cristo”.

31 de outubro 2021

Eduardo Rodrigues da Silva

 

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Carson, Becoming conversant

Kimball, Emerging Church

MaLaren, A generous orthoudoxy.

 

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

ESSÊNCIAS DO TEXTO


 

ESSÊNCIAS DO TEXTO

Lu 23:1-7


Tu és Rei?

A pergunta retórica romana visa verificar no acusado as injúrias apresentadas por um povo onde a Tora era seu guia de alinhamento com  o único Deus e sua religião sua prática de exclusão.

Religião sempre foi nociva quando não objetiva os interesses de Deus.  Em vez, de trazer luz às  penumbras da sociedade e alívio da alma dos oprimidos, em sua história carrega o fardo de editar a lei acima da Lei que escritura o padrão de pureza aos olhos dos homens. Culpabilizar é esta forma de pureza que tanto Jesus se contrapôs numa religiosidade calcificada pela falta de vivência na verdade .Excluir os que se opõem a este tipo de religião é a normativa dos que se alimentam do altar e geram  inverdades em nome da Verdade.

Numa cultura onde a voz de Deus se fazia presente, a impossibilidade de sacerdotes mentirosos e de um povo que vendia sua alma por benécias, era totalmente inadmissível, porém era real quando a Verdade é puramente racional ornamentadas de ritos e legalidades sem o escopo maior que circunscreve toda a teologia do Mestre - o amor.

A resposta à religiosidade, de muitos,  ataviada de injúrias, infâmias e mentiras  Jesus concede a Pilatos: Tu o dizes!  Ecoara a Herodes e a todos os cantos da Terra que a única religião  que a culpa é desfeita é a do  Rei dos reis e Senhor dos senhores.

As demais sempre te culpabilizará!

04/10/2021 ERSilva

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

ESSÊNCIAS DO TEXTO


ESSÊNCIAS DO TEXTO

Salmo 47

Quem é Deus? Este salmos faz nos refleti na dimensão de um Ser Criador, Soberano e Dominador.. Na poesia do salmista Ele é digno de louvor por todos que de Suas mãos saíram,  pois não há espaço para qualquer outro para tamanha honra. Nada subsiste ao Seu domínio. 
Apesar do mundo do homem aparentar um descontrole, o domínio governamental divino é total e nos mínimos detalhes. A máxima da dignidade é que o Seu trono se encontra acima da vastidão do Cosmo. Se Ele reina sobre o Desconhecido, não reinará sobre o diminuto caos estabelecido no meio da humanidade?
Deus é digno de todo louvor!
24/08/2021 - ERS

sábado, 25 de setembro de 2021

ESSÊNCIAS DO TEXTO

 

ESSÊNCIAS DO TEXTO

Salmo 27


O Salmo 27 expõe a condição de um rei que busca paz para a alma. Davi era rei, homem de vasto reinado e riquezas, mas também de gigantescos problemas.

O texto relata o único caminho que, na figura do monarca, deve representar cada um de nós na terra dos viventes - Buscar a Deus e Sua face. Esta é a única forma de acharmos direção em um mundo tão destruidor com os seus habitantes que  produz sofrimento , angústia e desesperança. 

Na terra dos viventes alguns desfrutarão  da direção  de Deus se o buscarem. A terra da verdade (como dizia meu pai que já vive com o Senhor), todos estarão diante do Senhor independente ou não se reconheceram em Deus seu chamado de acolhimento.

20/08/2021 - ERS

 

domingo, 4 de abril de 2021

 PÁSCOA : LEMBRANDO O AMOR E O PODER DE DEUS POR  NÓS 


Não há dúvidas que valores espirituais descritos na Bíblia  deixaram de fazer real sentido para o mundo e para  a vida muitos cristãos.  

A Paixão de Cristo, relatada em todos os evangelhos,  tem a finalidade de expressar o maior acontecimento do amor e poder de Deus no meio da humanidade no intuito de resgatar a mim e a você  à presença do Eterno.
O que a morte de Jesus na cruz trouxe de beneficio para nós? A morte trouxe a paga e a  libertação da escravidão do pecado. O pecado é uma prisão inafiançável, impagável  por qualquer  ser humano ou espiritual que desejasse fazê-lo. Ele acorrenta a alma e exibe a personificação de sua vontade em antítese à vontade humana  e desencadeia um processo degenerativo  do propósito da imagem de Deus em nós conduzindo a qualquer desavisado a um estado condenatório eterno.

 O Túmulo Vazio, do Filho de Deus, abriu o portal dos céus, onde a graça disponibilizou a carta de alforria  contra o algoz mortífero e de bônus concedeu  perdão anulando as promissórias de dívidas que seriam cobradas fatalmente no Hades - submundo do sofrimento eterno. Por isso, a ressurreição é o ápice do Páscoa.  Ela foi o ato concreto de Deus na vida de Jesus para  demonstrar que a morte,  inimigo a ser debelado em um último momento, estava tragada para sempre. A vida passou a ser uma realidade para todos que vissem na cruz o sacrifício do Cordeiro Pascal que purifica o mundo do estado mortis da alma (como ser),  enquanto o túmulo vazio debela  efetivamente o estado de caos, puni eternamente o mundo espiritual caído  e restabelece em definitivo, à ordem perfeita dos propósitos eternos de Deus.

Pessach é perdão, restauração, liberdade e vida. A atipicidade da Páscoa deste ano de mortes, desesperanças e sofrimentos, faça a humanidade olhar a cruz como o caminho de solução e reconhecimento do Deus de amor e de concessão de misericórdia. Em memória fique gravado à imagem do túmulo vazio como  verdade absoluta de um Deus não preso a dimensão espaço-tempo, mas Eterno, Suficiente em Si e Soberano em todos Seus propósitos e que se expressa simplesmente para você em amor e poder.



Uma Páscoa cheia da presença do Cordeiro.
ERSilva 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

OS LADOS DA VIDA QUE CARECEM CUIDADOS

 Gotas de Graça 


Os tempos não tem sido em nada satisfatórios à vida humana. Assistimos na primeira fila, na tela da vida,  a desintegração de tudo que é passível a uma consolidação do bem-estar do ser. Não temos mais a harmonia dos países entre si, pois os limites das fronteiras passaram a ser os novos desafios do imperialismo feudal; não temos paz, pois a guerra é o caminho para a busca do establishment de alguns; não temos a verdade tecida de realidade, mas o fio  da inverdade na trama das "Fakes News"; não temos interesses por soluções, pois os problemas garantem a chama acessa para a corruptividade humana. Não temos mais a identidade do macho e fêmea por definição concebida pelo Criador, mas a padronização dos de Sodoma a e Gomorra. O que dizer de um ambiente assim, onde eu e você  atuamos como coadjuvantes de um teatro  pelo qual fomos aprisionados, desprovidos de esperança e seguimos nos trilhos  que conduzem à porta  do Auschwtz do mundo pós-moderno? O que fazer?
A carta que Paulo encaminha a igreja em Tessalônica (I Ts 5: 16-21), orienta a consolidar os lados do heptágono que prepara o cristão para as realidades desta terra . É uma verdadeira sabedoria que expõe , não de filosofia de vida ou para ela, mas do que realmente concede sustentabilidade diante do caótico existencial do ser. O caótico não preenche a alma, pois se fundamenta no que é transitório, e é exatamente no interior do ser, a alma cheias de  lacunas e carências, o transitório se estabelece. Paulo sabia muito bem disto. Ele vivia num mundo não diferente do nosso no que tange ao império das trevas. Ele sabia que a única forma de esperança e paz no trajeto, nas terras "dos trolls, orcs e ogros", seria a observância dos princípios que mantém a alma encouraçada a fim de suportar a travessia em uma terra desprovida de sua originalidade inicial. A orientação paulina esclarece os lados que a vida precisa ser cercadas de cuidados, para que a alma (ser vivente) respire em tempos de franca luta: 
Regozijai vos sempre! Mantenha um olhar de gratidão a Deus em tudo que Ele concede. Há de se pensar que temos o suficiente em nosso bornal para a marcha que nos foi proposta.
 Orai se cessar. A alma somente sobrevive se mantém sua presença diante do Eterno. Ela só se alimenta dEle, de mais nada. Orar é o exercício diário que todos precisamos para sobreviver a caminhada neste mundo.
Em tudo dai gracas. Olhe ao redor de si e constate o cuidado divino, não é para dar graças?  Então dê graças. Amém! 
Não extinguais o Espírito. Ouvir, sempre foi o fraco da maioria. Falar é o impulso de todos. Aquiete se e ouça a voz Deus e ela trará direção em momentos que nos sentimos desorientados e temerosos.
Não desprezeis as profecias. Há uma tendência da modernização das Escrituras na linha dos liberais. A Palavra de Deus atravessa os tempos em plena verdade e  é atualizadíssima em qualquer época. Viva a verdade e pregue a verdade. Neste ponto a ortodoxia é imutável. 
Examinai tudo!  Prudência é altamente relevante nestes dias. Não se isole dentro dos conceitos teológicos, políticos e religiosos. Esteja incluso, porém cordato com pares e ímpares. Sabiamente tudo filtre e usufrua do bem. Abstenha da aparência do mal. Bondade não é uma atitude para manipular o próximo; é uma santa exigência de Deus, de Seu atributo compartilhado, naqueles que realmente são dEle e desejam fazer a diferença em tempos ruidosos.
Que Deus nos ajudem a caminhar de acordo com as observações paulinas para a sustentabilidade da vida "bios" e "zoe" na estrada à  eternidade.
ERSilva - Primavera  2020.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Sejamos dispenseiros da graça de Cristo

 

Gotas de Graça


A grande graça de Cristo se expressa de uma forma bem acentuada no evangelho de João.  Não tem nenhum outro livro neotestamentário que evidencia melhor isto do que as narrativas que este discípulo faz em relação as ações de Jesus.

O livro abre com "tudo Ele fez" e termina com " muitas coisas Ele fez". Isto indica qualidade de graça que Deus dispensou na Criação de forma plena em todos aspectos.
Em todo o desenvolvimento joanino a preocupação era enfatizar um Deus que vai além da misericórdia. A misericórdia é a pena abolida. A graça é a dignidade não merecida.  Observe sobressaltar em cada capitulo está ação divina no meio do povo. Por isso que os estudiosos emolduram os escritos  de João de narrativas de um Deus amoroso.
Cada passagem deve ser lida e desfrutada na graça que atingiu em cheio Nicodemos, mulher samaritana, oficial romano, paralítico de Betesda, a multidão faminta, a mulher adúltera..... e a Pedro. 

Mas o que o evangelho nos ensina com estas narrativas das atitudes de Jesus?  Ensina que a essência de nossa vida cristã se encontra em dispensar também graça na vida daqueles que estão ao nosso redor. Não há sentido na pregação, em muita atratividade, muita música, muita retórica e etc se o evangelho que dispensamos aos outros não é untado de graça. 
Lembre se que eu e você fomos alcançados exclusivamente por esta preciosa atitude de Deus, por isso devemos caminhar semeando graça na vida daqueles que nos cercam. Por que? 

Porque só ela nos faz estar convictos, que o Redentor a disponibilizou  para  exercer uma atitude semelhante a dEle  de exalá-la no caminho que devemos seguir.
Eduardo. Primavera 2020.

Postado no Whatsapp em 09 de novembro de 2020

Deus julga.

 



Gotas de Graça

Salmo 26

Julga me Senhor, ecoa na abertura do Salmo 26 na esperança de receber misericórdias  redentivas de um Deus justo. Atribulado, o Monarca de Israel se expõe à franca observação diante das censuras atribuídas a sua pessoa. O momento é difícil, escassez da terra e não há alimentos. Pesa o juízo divino sobre a nação por um ato impensado do Monarca de Endor ao ceifar as vidas dos Gibeonitas. Lembra-se deles? Fizeram pacto com Josué. Consequências que se instauram no ambiente da vida por atitudes impensadas e geram cedo ou tarde o juízo do divino. Rasgando suas entranhas Davi pede a Deus que o sonde em sua sinceridade, em outras grafias, se há consolidado pecado em seu coração por desmerecer o seu próximo.

Davi não carecia que se preocupar, Deus sabia muito bem quem ele era. Podia ficar em paz. O peso punitivo era para uma nação que continuava omissa à espada do monarca de Endor. A aprendizagem veio em conferir  que Deus não deixa passar em branco as atrocidades ,de quem quer que seja,  e infligi pena ao se infringir a regra áurea  de Sua revelação:  desobediência as Suas ordens  e prejuízo ao seu semelhante. 
ERSilva. Primavera 2020.

(Postado no Whatsapp em 4 de novembro 2020)

sábado, 14 de novembro de 2020

LUTE PELO QUE É ETERNO E TENHA BOM SENSO NO QUE É TERRENO

 Gotas de Graça 


Longe de se fazer apologia a qualquer partido político neste momento crucial de mais uma eleição, o que importa é manter a unidade da fé no meio da comunidade cristã. 
Na história bíblica do NT, em raras exceções, verificamos  Jesus dar vazão a este tipo de questão.  Quando cognominaram César de Kuryos (divino), nada disse; quando a escravidão  era a ética normal da sociedade daquela época, se calou. Quando lhe perguntaram sobre os impostos (altíssimos), somente expressou: dai a César! E quando Pedro resolveu partir para armas no impasse com as autoridades em sua prisão, vociferou: há miríades de miríades de anjos sob meu comando. O objetivo de Jesus não era político, mas exclusivamente Reino. O político é terreno, passageiro e maligno, mas o Reino é celestial, eterno e divino. Somos cidadãos terrenos, porém celestiais.

Dentre as várias composições políticas que surgem carece_se  fazer uma averiguação e avaliação do que é bom e relevante para nós como povo de Deus. Jamais se deve tomar partido, tendo em vista que em qualquer linha política há coisas boas e más. Podemos e devemos fazer nossas escolhas, mas sem gerar divisão no corpo de Cristo. É interessante presenciar neste momento um não guerrear, do povo de Deus, por aquilo que é relevante, mas fazer do não relevante um motivo de guerra. Margaret Thatcher, a ex-primeira ministra da Inglaterra, disse uma vez  com relação ao povo  Argentino: "É um povo que joga futebol fazendo uma guerra, e faz da guerra um  jogar  de futebol" A nossa guerra é contra aquilo que impede o avanço do Reino e não com o que caminha fatalmente para o caos. Ninguém, nenhum poder político ou religioso irá mudar a trajetória do trem governado pelos interesses deste mundo (maligno), porém cabe lembrar, que como entes do Reino, somos responsáveis de tirar àqueles que embarcaram na composição da visão humanista, materialista e ateísta.
Francis Schaeffer, no seu livro, A igreja no final do século XX, comentou: "Nesta sociedade humana um cristão não pode ser aliado de ninguém, mas pode e deve ser cobeligerante" . Ser cobeligerante, sim é o correto. Devemos militar por aquilo que é a verdade segundo à luz das Sagradas Escrituras. O momento é bastante delicado na realidade do mundo. As hostes espirituais da maldade se unem de forma hercúlea usando de todos os estratagemas para alcançar seus alvos nefastos. Que diremos pois de nós? Seremos causadores de cisão no corpo de Cristo  por uma causa passageira que não fomos chamados?
O cristão deve  preservar a unidade da fé, a comunhão e o verdadeiro alvo que explicitou Paulo em Filipenses. Parafraseando o apóstolo ele concluiu: " Deixo o refugo, o que é sem importância, o que não traz valor a alma, o que me distancia de Deus e prossigo para alcançar o alvo que me foi estabelecido,  premio de minha vocação, no único que é digno -  Cristo" .
Juca Chaves, famoso humorista uma vez ironizou: "O problema não é  quem está na esquerda ou na direita, mas os muitos que estão em cima e poucos em baixo" Realmente o humor expôs a verdade da incapacidade de qualquer política ser apaixonada pelo ser. Lembre se que  não é  os da esquerda nem  os da direita, nem os de baixo e muito menos os de  cima que irão governar este mundo com justiça.  porém o que importa para nós é a consciência em perfeito estado racional de enxergar isto.
 Aquele que está nas alturas cuidará de nós e de toda a Sua criação. Este sim é o único governo perfeito, sem defeitos, sem máculas que prioriza o ser à sua semelhança  e nos traz cativo a unidade em Cristo Jesus.
Todos estamos na mesma galera e vamos unir forças no poder do Espírito para triunfar nos mares tempestuosos deste mundo tenebroso.
Enquanto isto, vamos como ente do Reino cumprir a nossa missão  de trazer luz a outros e como ente na Terra ser luz e bons cidadãos cumprindo o que se estabelece á luz da revelação divina. Amém! 
ERSilva - Primavera 2020.

A vida viveu!

 

Gotas de Graça 

Muitos comemoram o dia dos mortos, estes conhecem somente o fim da vida. Conhecemos porém a vida. A vida em sua expressão máxima brotada na cruz.

Muitos levarão flores aos túmulos, neste dia, em memória aos que já partiram e derramarão seus prantos diante da morada da morte, mas outros expressarão graça e louvores ao divino diante da morada da vida que se tornou o caminho de esperança e a resposta para todos os que desejam o além- vida.
Vida e morte, substantivos concretos para os andarilhos deste mundo. A morte se alimenta da angustia, do desespero e da desesperança para os que nela nutrem a ultima etapa da vida e correm  para abraçá la em seu momento final. A vida se alimenta dos predicativos da graça divina; prazer, paz, bondade, alegria e etc, ainda que em seu transcurso não isentará, quem quer que seja, da luta com a fatídica morte. Mas onde está oh!  morte a sua Vitória? Onde está a sua glória? Foi derrotada no madeiro! A morte, morreu! A vida viveu! 
Feliz dia da vida para todos os que creem no autor da Vida.  ERSilva.

(Publicado no Whatsapp em 02 de novembro de 2020)





sexta-feira, 3 de agosto de 2018

A IGREJA QUE DEUS AMA - A IGREJA QUE AMA


Vivenciamos dias que a grande ênfase de uma igreja abençoada é aquela que expressa uma acentuada atividade, movimentos, ministérios e uma expansão numérica expressiva.
Não deixa de ser verdade que estas coisas são benéficas e indicadores de um crescimento corporal da igreja, mas nunca serão indicadores de um crescimento espiritual maduro.
A temática do mundo pós-moderno, quanto ao avanço do Reino, tem sido caracterizada por uma preocupação massificada de inflar este tipo de pensamento em nossos dias. Igreja boa é igreja que se enquadra dentro destas categorias de catalogação humana.
Por isso vemos a priorização para tanto congressos, conferências e encontros pautados para um crescimento corporal, carregado de sistematizações e normas como métodos de avanço ao desenvolvimento da igreja, porém raramente conseguimos pontuar para um avanço que venha reestruturar o interior da alma e que produza, em primeira instância, o amor de Deus nos corações tendo como alvo prioritário o seu semelhante.
Um estudo mais apurado no livro de Atos e nas cartas de Paulo vamos detectar que as coisas não são bem assim. A proposta de crescimento e amadurecimento da igreja sempre estiveram ancorados em cima do que Paulo chama de “caminho mais excelente’, onde ele escreve uma das mais belas orientações do que realmente deve ser a igreja ( I Co 13).  

Uma das questões que a igreja deve resgatar é a de ser condutora da salvação aos homens e que todo o projeto de sua existência  tem seu núcleo na atitude do Eterno: “Deus amou o mundo de tal maneira que se deu...”, consecutivamente, se o gerador da igreja (Deus - amou) a atitude que ela dever exercer deve ser idêntica. Deveria ser diferente?

Nesta perspectiva, Paulo vai tratar com a igreja de Corinto, o verdadeiro significado do seu papel no contexto onde atua, a espiritualidade não é indicativo de uma igreja sã. Sem amor, ainda que as línguas dos homens e dos anjos sejam articuladas nada mais se tornam em uma religiosidade vazia.
Dons não são indicativos de uma igreja sã. Sem amor, ainda que se exerça qualquer tipo de dom, até o de profetizar, é somente uma expressão do enaltecimento do eu.
A fé não é um indicativo de uma igreja sã. Sem amor, ainda que exerça prodígios e milagres, se torna em um misticismo desenfreado.
Caridade também não é indicativo de uma igreja sã. Sem amor, ainda que se exerça a prática de doar todos os bens resulta em uma insana pobreza. O altruísmo, a ponto de doar sua vida, infelizmente também não se torna um indicativo de uma igreja sã. Sem amor, ainda que se chegue a tamanha façanha, é martírio sem proveito.

A Bíblia nos ensina que o verdadeiro crescimento e amadurecimento se processam no fato que cada um de nós devemos olhar o nosso irmão com os olhos do amor. Qualquer coisa que a igreja realize e traga como indicativo de crescimento corporal, deve primeiramente estar fundamentada neste princípio (amor), estabelecido na presciência de Deus (citado em Efésios 1). que olha e se identifica com o homem em suas carências nesta peregrinação. Isto deve ficar bem claro em nossa teologia. A igreja que Deus ama é a igreja que tem em sua prioridade o valor da vida humana, ou seja, a igreja que ama ao que é feito a imagem e semelhança do Criador.

Um grande erro do judaísmo foi ter a Torá como indicativo de uma ordenança castrativa e punitiva ao próximo, nunca como um ato de amor, no período de Paulo o erro da igreja foi a sua má hermenêutica das exigências do evangelho que englobava todos carente da graça de Deus e consecutivamente todos interdependes do amor fraternal. A igreja medieval errou no separatismo entre o amar e o santificar. Santificar era rejeição da realidade dos perdidos em pecado e a manutenção da pureza no claustro dos salvos. Na pré-reforma, a igreja priorizou seus interesses de conquistas terrenas e concedeu nas indulgências o meio de “amar” aos perdidos na terra e de abrir uma concessão de morada no Reino eterno diante de Deus. Na modernidade a igreja priorizou a libertação, não do pecado, mas dos sistemas sociais e políticos. O amar ficou caracterizado por esta oposição a opressão, mas não por uma posição que levasse uma conscientização do envolvimento da igreja com as carências da alma. Amar era libertar a matéria do reino opressivo humano. Na pós-modernidade, o amar virou sinônimo de interesses. Amar, em boa parte do contexto religioso evangélico brasileiro, se tornou captação de recursos materiais dos carentes de amor e a conquista dos carentes de amor em seus interesses terrenos. Amar se torna a expressão do cuidar não para a eternidade, mas do cuidar para o terreno. A permissividade destas realidades, independente da égide que se esteja submetida a igreja é fato e crônico na atualidade.

Contraste final - Todos os ativos da praticidade cristã em cada membro do corpo (espiritualidade, dom, crença, caridade e altruísmo) devem ser regidos pelo amor de Cristo na vida da igreja, caso contrário, toda a sua proposta em dar ênfase a sua construtividade corporal, não tem nenhum peso diante de Deus. O contraste é bem verificável, quando o próprio Cristo se refere as igrejas em Apocalipse no cap. 2 e 3. Se o “ainda que”, traz conforto ao homem em sua manutenção religiosa qualificada pelo seu senso de aprovação, fatalmente se choca com o “Conheço” no senso de aprovação de Cristo em Sua exigência divina.
É bom lembrarmos que Paulo, de forma nenhuma, anula ou deseja dar ênfase que estes cinco princípios não sejam importantes. Aliás, se verificarmos a teologia de Tiago iremos detectar como é importante a prática destas coisas na vida da igreja. Porém, elas devem ser desdobramentos do amor de Cristo em nossos corações para com o nosso semelhante.
Em suma, a carta que Paulo escreve a amada igreja de Coríntio é um alerta da futilidade da religiosidade sem a observância do primordial – o amor.